Mandala "RENASCIMENTO" e Texto

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RENASCIMENTO

Renascer é uma questão de Vontade.
É pegar uma minúscula chispa que vive dentro de nós
Assoprá-la com os ventos que a vida nos traz,
Com atenção e constância,
Transformá-la no fogo que busca a verticalização.
No fogo que inunda o coração, que queima o fragmentado e limitado em nós
Dando-nos a chave da superação.
Ofertando-nos as armas vindas da mais pura inspiração
- para vencer nosso dragão do medo e o nosso venenoso julgamento.
 
É lutar contra o lamento desmedido
A queixa sem fundamento
O olhar sem brilho
O sorriso empalidecido
O gesto incompreendido
O amor que desfalece desnutrido.
 
Renascemos quando aportamos em nós o melhor da vida.
Quando limpamos as nossas emoções confusas e híbridas
Para restituir a nossa razão sã. A nossa postura de heróis. Os nossos sonhos em caracóis. A liberdade em nossa voz. O abandono do papel de vítima e algoz.
Assim, quando surgirem os nós, com delicadeza e sabedoria, saberemos desfazê-los.
Respiraremos o sopro divino e colocaremos em nós a pulsação do Eterno.
 
Renascer é levantar-se com o Sol.
E se pôr com Ele.
É ter a coragem de uma semente, que sai da escuridão e mostra para o que veio, transformando-se no seu melhor.
É não cair nas ilusões ao redor
E compreender sempre, que o Real é indestrutível.
É ver o que simplesmente é visível:
Que a vida nasce há todo momento.
Que a Natureza vive o contentamento.
E que para voar, nem sempre os pássaros esperam o bom vento.
 
Renascemos todas às vezes que damos à luz a uma fagulha de amor.
Todas às vezes que nos livramos do torpe e do horror.
Quando, naquelas manhãs singelas, relembramos uma antiga aquarela
Uma serena canção; uma breve poesia; um sabor de um doce daquela senhora Maria...
Todas às vezes que na humildade de nos reconhecermos humanos, queremos apenas ser humanos na melhor humanidade.
 
E nessa simplicidade queremos ser amantes do Tempo.
Esquecer os contratempos que tantas vezes criamos.
Encontrar a harmonia perfeita para pulsar o nosso coração.
Viver a Lei da Natureza e sua nobre lição.
Fazer perguntas profundas e esperar com atenção, que a vida nos responda amiga, exercitando a nossa gratidão.
 
Renascer é expandir a dimensão da nossa Alma.
É a cada segundo viver a Eternidade.
É apaixonar-se pelo o Belo em qualquer de suas expressões.
É buscar a calma ativa da disciplina.
E a chama, que não é efêmera, da Evolução.
 
E assim, ancorar o nosso Espírito
Rumo aos oceanos da Existência
Firmando-o na Sabedoria infinita do Mistério que nos move;
E na Celeste Luz que nos orienta.
 
O Renascimento é uma oportunidade que nos damos,
Para passarmos a viver junto ao Divino, que embora habitamos,
Cerramos-nos para Ele.
Muitas vezes é preciso renascer, para compreender.
Tantas vezes é preciso apenas respirar para renascer.
Diversas vezes é preciso somente a Vontade de deixar viver o nosso Verdadeiro e Renascido Ser.
 Mandala de Simone Bichara – Texto de Daniella Paula Oliveira

Aprendendo com a Natureza - Por Daniella Paula Oliveira

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Que possamos ser como a relva - que tem a flexibilidade de se abaixar durante as tempestades e se reerguer na calmaria; que tem a firmeza de se manter segura ao seu solo enquanto as ondas inundam seu território, confiante de que elas também passarão; e que tem a humildade de se resignar perante uma força maior que ela.
Que possamos ser como as nuvens – que cantam enquanto se transformam em chuva, sem querer ser melhor nem pior que nuvens, apenas ecoam louvores à transformação.
Que sejamos nós tão íntegros e belos quanto a Natureza que nos dignifica a alma. Que na nossa natureza também sejam expressas as dádivas da vida e a beleza da existência…
Só reconhecemos a grandeza das montanhas e a delicadeza das flores, porque tais virtudes habitam o nosso ser. E embora muitas vezes nos esqueçamos de adubar o nosso jardim, não significa que as boas sementes estejam mortas. Latente em nós está a voz do vento que entoa os segundos; firme em nós está a sabedoria do ancestral carvalho e a inocência do despertar de um broto. Tanto quanto vibra em nossa lareira interna o fogo que aquece e transmuta todas as coisas, e as águas que perpassam os séculos.
Observemos as nossas labutas diárias não na contramão dos fatos, como se elas fossem um martírio imposto por um destino inexorável, mas faremos como o pássaro que detém a liberdade do labor – trabalha por respirar o Bem e por ele ser grato. Sejamos também construtores da nossa morada interna, e tenhamos a elegância de bem decorar o nosso ninho.
Aprazemos com a nossa consciência as virtudes que queremos viver, e como o sol que todos os dias nos mantém a vida e irradia o esplendor, sejamos responsáveis em mantê-las vivas e altivas em nossos pensamentos, palavras e ações.
Todos os minutos nos são dados exemplos sublimes. Sejamos capazes de reconhecê-los; de não distorcer a qualidade da uva devido ao mau vinho; de não azedar o melado devido à doente saliva; de não culpar a paisagem pela visão limitada.
Não confundamos o sopro do vento com as nossas emoções à deriva. Saibamos que há sabedoria por trás do desprender da folha de outono, como há sabedoria por trás da realidade, cuja nossa frágil compreensão não alcança.
Que o canto do rouxinol bendize a nossa voz, para que nossas palavras sejam melodia alegre para os corações. Que o silêncio dos vales abençoe os nossos pensamentos, para que sejamos serenos e transparentes em nossas expressões. Que a constância dos mares resvale sobre os nossos ombros, para que sejamos firmes em nossas missões. Que a imensidão do Céu nos ensine a magia de nossos divinos mistérios, e a grandeza da Terra nos auxilie a aceitar o adubo e o lixo, e a tudo transformar em vida.
Que possamos ser o que estamos predestinados a ser: Humanos.

Daniella Paula Oliveira

ÁFRICA DO SUL

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Por Simone Bichara


Em março de 2010, estive na África do Sul com minha professora espiritual, Leslie Temple-Thurston e, mais um grupo de 16 brasileiros. Foi uma viagem inesquecível. A África é mesmo a Mãe do Mundo, dotada de grande beleza e sabedoria, é uma terra onde seu povo apesar de toda luta e sofrimento, mantêm-se firme em suas origens e raízes. Um povo que sabe amar profundamente a natureza e principalmente sua terra. Eles têm um elo sagrado de intensa conexão com a Mãe África. Sempre de sorriso na face, os africanos são belos e nobres em sua natureza. País extenso e rico em frutos e caças;artesanatos e rituais; terras e vegetações.

Nessa viagem, tive a oportunidade de conhecer vários lugares onde o foco é o cuidado e a preservação dos animais; comunidades e escolas que a Ong Seeds of Ligth ajuda a manter, inclusive abrindo poços de água em regiões onde a água é quase que escassa. Também, uma comunidade nativa onde participamos de uma cerimônia ao redor da fogueira.

Viagem que tocou para sempre a minha alma. Foi como um retornar para casa, algo tão familiar, como se eu já estivesse vivido naquelas terras e fosse parte daquele povo...Sinto que tem a ver com a minha, a nossa ancestralidade, pois de certa forma, todos nós somos descendentes do povo africano, não só  pela formação histórica de nosso país, mas por ser a África, o berço da humanidade, o útero do planeta Terra, nossa Mãe Primeira.



                              Fotos de Flávio Piedade (Amigo que fez junto a viagem á África)






MANDALOTERAPIA - OFICINA DE MANDALAS

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O Espaço Gaya Aldeia do Serapresenta: OFICINA DE MANDALAS- A autodescoberta através da Arte!

                             

LUSTRAL

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                         Lustral   

 Daniella Paula Oliveira - escritora e professora cuiabana




Andei arrumando as gavetas... Jogando aqueles mínimos e míseros papéis fora. Àquelas lembranças desnecessárias, que juntas, mesmo pequeninas, tornam-se pesadas. Organizei os livros na estante e me desfiz daqueles cuja presença servia unicamente para apresentar um pseudo-intelectualismo torpe. Àqueles, onde meu olhar descompromissado com a vida percorria, mesmo sem abri-los, só para a efêmera sensação de possuir “conhecimento”. Junto com os livros, desfiz-me da necessidade de possuir qualquer coisa, até mesmo, o que até então, julgava conhecimento. Arrumei os armários e quebrei todos os copos do cotidiano. Retirei a poeira das taças de cristal e as coloquei para o uso diário; pois há de haver celebração e beleza nos instantes, mesmo os chamados triviais. Terminei a toalha de renda que comecei há uma década e meio atrás. Substitui a de plástico da mesa de jantar, pela a toalha rendada, que os meus dúbios dedos teceram sem muita destreza, porém, com imensa vontade de vê-la pronta. Também substitui a frivolidade do excesso de rapidez, pela a bela intenção do trabalho terminado. Comprei uma tela que retrata uma canoa no mar. Coloquei-a na parede da sala. Todas às vezes que a olharei, lembrarei que sempre há bons ventos para àqueles que não têm medo de navegar. E também um jarro para colocar flores, e prometi a mim mesma, que as ofertarei para minha dama interna sempre que possível. Retirei do meu guarda-roupa as cores extravagantes e deixei as alegres. As que dizia sensuais, para não me igualar aos vulgares, mas que na verdade eram também vulgares, e deixei as que acentuam o que o meu corpo possa ter de belo e delicado. Retirei as do verão passado e as do inverno retrasado, pois as estações passam, e mesmo cíclicas e ritmadas, apresentam sempre algo novo e mais digno. Por fim, limpei o chão como quem limpa o coração; como quem tece um branco e puro vestido de noiva; como quem planta rosa e decora um jardim... Enquanto via a vassoura expurgar a sujeira do chão, deixava que as lágrimas dançassem na minha face, e que a minha alma fosse seguindo o mesmo movimento da varredura, e retirando de si as poeiras que a fazem chorar. Às vezes é preciso organizar, desfazer, substituir, limpar... Dar espaço para que o novo aconteça, para que o lodo saia e o que verdadeiramente somos renasça. Cada um é o único responsável para transformar o seu grande caos em pequeno cosmos. Não duvidemos que a ordem seja o céu plasmado; não duvidemos que ao soprar para o vento o que podemos ter e fazer de melhor e mais límpido, para nós será devolvido o melhor e o mais nobre. Desapegar é um ato de coragem. Ordenar é um ato de beleza. Colaboremos, pois, com a Natureza da Vida, sejamos corajosos e belos com o nosso lar interno e externo, só assim, conheceremos um naco da Perfeição, um singelo, porém satisfatório, pedaço do que chamamos de Céu.


 Daniella Paula Oliveira – 01 de julho de 2012.
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Pureza


Queres falar?
Pois sereneis antes as tuas calorosas emoções
E purificas os teus pensamentos.
Assim, tuas palavras serão perfeita melodia
E até a luz do dia, delas se bendirão.

Queres agir?
Lembra-te antes de sê inteiro
De como teu próprio obreiro,
Esculpir na senda do seu coração
O ato nobre da ação.

Havendo por trás de todas as vossas intenções
A magia da pureza,
Estejais certos que a beleza habitará a tua morada interna;
E mesmo quando certas virtudes hibernam
O sol tornará arar a tua terra,
Pois tal como Ele, tu também és sereno e limpo.

Nada mais valoroso que um Homem
Que cultiva em si a transparência das margens
E a profundidade dos rios.
Puros como a manhã que renasce
E sábios como a noite que já viu o dia.
Alvos como a inspiração à poesia.

A pureza é a virtude das grandes almas
Que já reconhecem grandes verdades;
E sabem que só um transparente cristal
Pode refletir com maestria o seu brilho natural.
Que já viram o sol indo e vindo muitas vezes
E compreendem que o Astro só não se suja, porque adorna com a luz da lua a escuridão da noite.

Queres, portanto, amar e trabalhar? Adubar a terra e fertilizar teu coração?
Queres mesmo entoar canções que emocionam e poesias que inspirem?
Transporte teu espírito até a mais alta pureza do teu ser.
Sê verdadeiro em tuas intenções e cauteloso em tuas ações.
E permita que a Natureza te fale. Que a vida te apresente.
Que a diáfana da existência te bendigue o coração.
Pois é só na Pureza que encontramos a realidade de todas as razões.

Mandala de Simone Bichara – Texto de Daniella Paula Oliveira

Oficina de Mandala - E. E. Professor Pedro Martinelo

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A artista plástica acreana, Simone Bichara, através da Secretaria de Intercâmbio e Difusão Cultural da Cultura/MINC, realizou uma Oficina de Mandala na Escola Estadual Professor Pedro Martinelo - Rio Branco/AC, dia 04 de julho de 2012, com os alunos do EJA-noturno.


Confira as fotos do evento (clique nas imagens para ampliá-las):




"O trabalho é uma ação generosa que nos permite dar o melhor de nós". Beatriz Díez Canseco.

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