Exposição MANDALAS DA FLORESTA em Recife/PE

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Em sua 15ª Exposição, Simone Bichara e suas Mandalas Florestais encantarão a Terra do Frevo e do Maracatu.

Recife/PE, através da Livraria Cultura, receberá a mostra “Mandalas da Floresta”, da artista plástica acreana, Simone Bichara, durante todo o mês de maio.

Após ter percorrido vários Estados do Brasil e ter conquistado o público e a crítica além das fronteiras brasileiras, a Exposição itinerante Mandalas da Floresta chega a Recife com ares mais florestais do que nunca. Com 28 novas obras delineadas e pintadas em madeira reciclável; idealizadas e confeccionadas de dentro da floresta amazônica acreana pelas mágicas e sensíveis mãos da terapeuta holística, produtora e artista plástica Simone Bichara – essa, que vem colorindo o Brasil não só com as pitorescas mandalas, mas também com a beleza de um trabalho baseado no princípio ecológico e harmônico, resgatando olhares de muita gente para a consciência da importância das nossas florestas.
A artista, que tem uma vasta vivência com a população ribeirinha, seringueira e indígena, carrega em sua essência e na essência da sua arte o mundo mágico e colorido das Matas Amazônicas; e que agora, diz-se feliz e realizada podendo fundir o seu pedaço de verde com o naco de azul do litoral brasileiro, por meio de tão bela e rica paisagem pernambucana.

“Morei em Recife por um ano, é uma cidade bonita e rica culturalmente, expor nessa cidade é um grande privilégio. Estou animada em voltar e poder mostrar, trazer para cá as mandalas da floresta, trazer um pouco da energia da Amazônia para compor, juntar com as energias do mar. Será bom rever a cidade e os amigos, apresentar minha arte e aproveitar as atrações artísticas e culturais da terra.”

Simone Bichara em entrevista.





Evento: Exposição Mandalas da Floresta
Artista: Simone Bichara
Onde: Recife/PE
Local: Livraria Cultura - Paço Alfândega
Data: 01 a 30 de maio/2012 (com coquetel de abertura no dia 01)
Contato: (68) 8115-9555

Vídeo Texto e Mandala "Caminhos"

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Texto poético de Daniella Paula Oliveira & Mandala artística de Simone Bichara.
Texto e Mandala: Caminhos.
Do Projeto: A Mandala e a Palavra.

Créditos:
Música: Cello Suite No. 1 in G Major - J. S. Bach
Mandala: Caminhos - de Simone Bichara
Texto: Caminhos - de Daniella Paula Oliveira
Imagens: Internet.
Produção e edição: Daniella Paula Oliveira
Projeto geral: Daniella e Simone.

Mandala "RENASCIMENTO"

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Renascimento


Renascer é uma questão de Vontade.
É pegar uma minúscula chispa que vive dentro de nós
Assoprá-la com os ventos que a vida nos traz,
Com atenção e constância,
Transformá-la no fogo que busca a verticalização.
No fogo que inunda o coração, que queima o fragmentado e limitado em nós
Dando-nos a chave da superação.
Ofertando-nos as armas vindas da mais pura inspiração
- para vencer nosso dragão do medo e o nosso venenoso julgamento.

É lutar contra o lamento desmedido
A queixa sem fundamento
O olhar sem brilho
O sorriso empalidecido
O gesto incompreendido
O amor que desfalece desnutrido.

Renascemos quando aportamos em nós o melhor da vida.
Quando limpamos as nossas emoções confusas e híbridas
Para restituir a nossa razão sã. A nossa postura de heróis. Os nossos sonhos em caracóis. A liberdade em nossa voz. O abandono do papel de vítima e algoz.
Assim, quando surgirem os nós, com delicadeza e sabedoria, saberemos desfazê-los.
Respiraremos o sopro divino e colocaremos em nós a pulsação do Eterno.

Renascer é levantar-se com o Sol.
E se pôr com Ele.
É ter a coragem de uma semente, que sai da escuridão e mostra para o que veio, transformando-se no seu melhor.
É não cair nas ilusões ao redor
E compreender sempre, que o Real é indestrutível.
É ver o que simplesmente é visível:
Que a vida nasce há todo momento.
Que a Natureza vive o contentamento.
E que para voar, nem sempre os pássaros esperam o bom vento.

Renascemos todas às vezes que damos à luz a uma fagulha de amor.
Todas às vezes que nos livramos do torpe e do horror.
Quando, naquelas manhãs singelas, relembramos uma antiga aquarela
Uma serena canção; uma breve poesia; um sabor de um doce daquela senhora Maria...
Todas às vezes que na humildade de nos reconhecermos humanos, queremos apenas ser humanos na melhor humanidade.

E nessa simplicidade queremos ser amantes do Tempo.
Esquecer os contratempos que tantas vezes criamos.
Encontrar a harmonia perfeita para pulsar o nosso coração.
Viver a Lei da Natureza e sua nobre lição.
Fazer perguntas profundas e esperar com atenção, que a vida nos responda amiga, exercitando a nossa gratidão.

Renascer é expandir a dimensão da nossa Alma.
É a cada segundo viver a Eternidade.
É apaixonar-se pelo o Belo em qualquer de suas expressões.
É buscar a calma ativa da disciplina.
E a chama, que não é efêmera, da Evolução.

E assim, ancorar o nosso Espírito
Rumo aos oceanos da Existência
Firmando-o na Sabedoria infinita do Mistério que nos move;
E na Celeste Luz que nos orienta.

O Renascimento é uma oportunidade que nos damos,
Para passarmos a viver junto ao Divino, que embora habitamos,
Cerramos-nos para Ele.
Muitas vezes é preciso renascer, para compreender.
Tantas vezes é preciso apenas respirar para renascer.
Diversas vezes é preciso somente a Vontade de deixar viver o nosso Verdadeiro e Renascido Ser.


Mandala de Simone Bichara – Texto de Daniella Paula Oliveira

Crônica "Adélia" por Daniella Paula Oliveira

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A crônica abaixo, chamada "Adélia", é da Daniella. Escritora, professora e colaboradora do Blog.
Tem uma sensibilidade além olhos. Apreciem.

"Adélia"
Por Daniella Paula Oliveira

Lá fora uma tênue chuva cai molhando não só os telhados, mas as minhocas. E aqui, quem está comigo é Adélia Prado, me contando do seu avassalador amor por Castro Alves.

Adélia tem um jeito de falar das coisas que só as grandes almas têm: um contentamento com as palavras, um eterno agradecimento a elas em cada vírgula acentuada.

Ouço Bach e a sua música divinizada. Tão amada em meu peito ardente.

Minha mãe vê a TV, com os seus ralos cabelos espalhados sobre um travesseiro com o cheiro do seu suor de nuca. E a minha irmã dá risada dos vizinhos com uma vizinha na porta de casa.

O que parece só uma tarde bucólica e nostálgica, talvez seja mesmo, tem o peso e a leveza da eternidade dentro de mim; porque eu me prontifiquei a pensar sem questionar... Só contemplando sem mente o que todas essas sementes de cotidiano vêm me dizer.

Hoje, se há um Deus, ele está aqui ao meu lado; trançando os dedos em meus cabelos e sentindo o perfume da pele – assim, como um Ser apaixonado. Como há possibilidade de não haver apenas um Deus, mas vários desprovidos Dele mesmo, pode ser um desses deuses de nomes bonitos que está aqui, apaixonado pela sua tão frágil e inconstante criação.

É que sinto ares românticos, e como não há uma paixão latente destinada a mim, penso que só pode ser um deus carmim acariciando a minha alma a amar.

Enfim, voltemos à Adélia, ela acaba de me dizer que o nariz dela se apóia em um ar grosso; achei isso tão bonito, pois o meu não tem apoio nenhum. Fogem dele o fino e o espesso, e resta esse, que todo mundo tem.

De verdade? Nunca quis ser poeta, músico, artista... Essas coisas tão sensíveis, que mal sabemos se esses seres são palpáveis ou não. Com o tempo fui me contentando em ser eu mesma: essa carne viva, esse sangue de abacaxi (ora azedo ora doce, embora sempre cítrico), essas pernas finas e cumpridas e esse nariz complacente. Fui compreendendo que eu sou mesmo inconstante; que os meus prazeres são banais e efêmeros, e que os meus sentidos são mais entorpecidos que de qualquer um que já conheci. Sou tão inconstante que um dia já gostei de amoras...

A constância é um negócio pertinente. Os mais sábios dizem que é bom a gente ter na gente. Quem sabe um dia eu alcanço essa sabedoria, no momento, hoje eu como bicho morto, amanhã eu comerei apenas risoto (e sem frango). Sei lá, tenho essas ideias de remissão.

Agora Adélia me fala de uma tarde, onde sol queima as tanajuras... Deus meu! Pensemos na grandeza do Sol – chega a queimar até as tão pequenas tanajuras. Olha, há sim um Deus, e penso eu, que ele mora em todos os raios desse sol, por isso é também vários, pois se espalha a todos os cantos, fazendo com que cada um veja-o através de uma face diferente.

Por isso penso que não adianta brigar por causa dele, pois amanhã ele estará aqui de novo, mostrando uma cara diferente. Não adianta, cada um o verá conforme a sua semente – aliás, semente esta, que ele mesmo plantou.

Se eu contar o que Adélia disse agora... “Tristeza Maravilhosa”... Isso mesmo: Tristeza Maravilhosa. Existe sim uma tristeza maravilhosa, vivo experimentando dela; ela tem cheiro de ambrosia e gosto de ameba. A gente quer deixar que ela passe e deixe seu perfume, que é pra gente saber reconhecer e prová-lo quando necessário, mas não queremos comer dessa tristeza. Adélia sabe das coisas. Acho que se ela pudesse, chorava agora, bem aqui, encostada nos meus seios... Com a sua tão bonita tristeza maravilhosa. Ela não chora porque é orgulhosa! Porque se fosse eu, não que eu também não o seja, porém possuo carência nas pálpebras, deitava correndo sobre uns calorosos peitos e deixava todas as escaldantes lágrimas serem derramadas, como chuvas torrenciais de verão.

Está meio frio aqui hoje... Um vento desses gelados que deixam os nossos dedões dos pés entristecidos. Ainda bem que Bach ainda canta para o meu coração, o Deus ainda massageia os meus cabelos e Adélia acaba de me dizer que quer letras para pedir emprego, escrever seu nome completo e agradecer favores. Eu complementaria, dizendo que eu quero letras para ensinar às pessoas as letras, gosto de ensiná-las. É também um prazer pueril, mas no final das contas, só as poeiras é que resistem ao mar.

Minha mãe acaba de levantar e me oferece água. Achei simbólico, já ia falar da minha sede. Que não é tanta como a dos poetas, é uma sede que quando seca a saliva dá; o problema é que eu não salivo quase nunca.

Tomei a água, usando as letras para agradecer à minha mãe; e percebi que a minha sede é de mim mesma.

Agora calo Adélia e as minhas palavras, pois preciso beber de mim, e isso é íntimo demais para compartilhar.

O deus se vai, pois tenho vergonha dele, Bach silencia e só a lua lá fora me assiste, pois ela é fêmea, solitária e tem sede.

Fito Adélia; penso que ela sente ciúmes... Não sinta minha Senhora, daqui a pouco te agarro nos braços e suplico a sua poesia, para compreender um pouco mais da solidão, pois a parte da paixão, já entendi, pois ainda desfaço em mim os seus grilhões.

Até breve, Adélia, até breve.

MANDALAS - ESPELHOS DA ALAMA

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MANDALAS - ESPELHOS DA ALMA

Mandalas significa centro, circunferência ou círculo mágico. Jung associava a mandala com o self, o centro da personalidade como um todo. Tudo que o poder do mundo faz é feito num círculo. O céu é redondo, a terra é como uma grande bola, e as estrelas de longe também. O vento rodopia, os pássaros fazem seu ninho em círculos. O sol se levanta e se põe novamente em círculo. A lua faz a mesma coisa, e ambos são redondos.
As mandalas servem como um mapa da realidade interior que orienta e sustenta o desenvolvimento psicológico daqueles que desejam progredir na consciência espiritual. A mandala tibetana por exemplo, serve como um auxiliar visual à meditação, um instrumento externo para provocar e obter as visões em serena concentração e meditação.
Tradicionalmente, as mandalas servem como instrumento de meditação que intensificam a concentração no eu interior. Ajuda a fazer esse mergulho mais profundo, a fim de levar a pessoa a atingir experiências significativas. Ao mesmo tempo, elas produzem sua ordem interior, ajudam na arrumação da casa interna.
O self gera um padrão na sua vida interior. As mandalas feitas por você revelam a dinâmica do self ao criar uma matriz onde e sua identidade única se desdobra.
A mandala sugere mistérios que podem faze-la parecer exótica, confusa ou mesmo difícil. Na verdade, é tão simples como brincar, quanto uma brincadeira de criança. É algo que está dentro, como o útero, a alma, basta você se permite colocar pra fora e fazer essa viagem colorida e rica, dentro do seu mais profundo ser.
Jung, psicólogo suíço que trabalho com o inconsciente coletivos e os sonhos, descobriu que desenhar e pintar mandalas é parte natural do processo de individuação. Isto é, nos auxilia no caminho da descoberta da nossa natureza própria e única em todo o universo. A mandala nos ajuda a recorrer à reservatórios inconscientes de força que possibilitam uma reorientação para o mundo exterior. É um veículo para a auto-descoberta, o indivíduo se lança numa jornada em direção ao self, sem garantia de chegada, apenas com a esperança da eterna transformação. Cada mandala é uma nova descoberta, um novo mergulho, um grande silêncio, uma eterna cura...
Quando criamos uma mandala geramos um símbolo pessoal, entende? Algo que revela um pouco ou muito do que somos num dado momento ou simplesmente, como estamos nesse momento. O círculo que desenhamos contém e até atrai, partes conflitantes da nossa natureza, por isso o ato de criar uma mandala produz uma inegável descarga de tensão. A mandala nos proporciona juntar nossas partes perdidas,como uma montagem de um grande quebra-cabeça. Traz amorosamente nossos pedaços de volta, possibilitando uma vida mais plena e inteira. Desenhar mandalas é como desenhar uma linha de proteção ao redor do espaço físico e psicológico que identificamos como nós mesmos; criamos nosso próprio espaço sagrado, um lugar de proteção, um foco para concentração de nossas energias. Um espaço que é só seu, aonde você se acolhe, se expressa, se manifesta, se permite, crê e vê e faz o mergulho dentro, se descobrindo, se tocando, abrindo um espaço para Ser o Ser que realmente É. Em fim, o simples fato ou ato de desenhar dentro do círculo, a sua mandala, o espelho de você mesmo, pode fazer que experimente um sentido de unidade – juntamos os pedaços do nosso Eu e nos tornamos inteiros, simples...


Simone Bichara - Artista plástica e terapeuta holística

TREINAMENTO BÁSICO EM RENASCIMENTO

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RENASCIMENTO OU TERAPIA DA RESPIRAÇÃO
Por Simone Bichara


Caros amigos, conheci o Renascimento em 1995, foi uma revolução em minha vida. Nunca antes havia experimento uma técnica tão poderosa e, o mais impressionante, ela é completamente natural, acontece atraves da respiração que é a própria vida, incrível isso, não é?

Eu recomendo esse trabalho, posso indicar , pois há anos, ele vem sendo um guia de grande força e poder em minha jornada de aprimoramento e crescimento em todos os aspectos da minha vida e do meu Ser.


Há anos, a terapeuta holística e psicóloga Anand Ramyata vem difundindo o Renascimento pelo Brasil. Ela é uma mestra nessa técnica. O Renascimento é fantásticamente transformador e libertador. Todos os anos, Ramyata e sua equipe organizam grupos para receber pessoas de todas as partes do globo. Sejam em workshops de fins de semana, Treinamento Básico de quinze dias ou mesmo nos Grupos Avançados de dez dias. Seja quanto tempo for, não importa, são dias vividos de maneira intensa, onde cada um pode olhar pra si mesmo e ,atraves da técnica do renascimento liberar tudo aquilo que precisa ser liberado e renovado em você. O renascimento é tudo que a palavra já diz: UM RENASCER! Um renascer a cada respiração, a cada sessão. Um mergulho no seu mar profundo, um vôo pela sabedoria de sua alma, um despertar para a verdadeira alegria, para a delicadeza de ser e existir.



Renascimento é uma técnica simples, poderosa e sem qualquer contra-indicação, com a qual você pode tocar e dissolver de forma amorosa e consciente e, conseqüentemente, liberar bloqueios, memórias,traumas, tensões, medos, apegos e resistências antigas criando dessa forma,espaço para as transformações. Permitindo que o novo chegue e que a alegria e a celebração de VIVER e SER aconteça. A técnica do Renascimento atua liberando tudo aquilo que foi contraído no nosso corpo físico, emocional e mental, permitindo o crescimento e a aceitação de nós mesmos.


Respirar revitaliza, rejuvenesce, trás alegria, leveza,fluidez,coragem e nos mostra a nossa beleza interior, nos ajudando a curar nossos relacionamentos, a funcionar lá fora, na vida, de maneira diferente e praticar o amor incondicional – que é a nossa natureza divina.

No folder abaixo, as informações sobre período, local, contatos, etc.


Mandala "Fragmentos"

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Fragmentos

Cada naco de terra marrom e verde-lodo
Cada sorriso dourado de esperança do sagrado sol
Cada peixe, algas e grãos de areia que compõem o oceano
Cada singelo ano da imponente eternidade
Cada mistério por trás de pueris pensamentos
Cada acaso entremeado nos sutis momentos

Tudo aparentemente tão fragmentado
No atropelado barulho da mente;
Mas quando os olhos se cerram para dentro,
Quando voltamos à atenção para o Centro,
Percebemos com contentamento a imensidão de fagulhas formando o Universo.
E mesmo quando vivemos o inverso
O som e ação ecoam para o Vento do Eterno...

Quando arraigamos a nossa razão nas raízes do Bem
E as nossas emoções nos princípios da Beleza
É tão natural quanto o brotar de flores primaveris
Termos em nós a Generosidade e a Nobreza;
Formados de pequenas centelhas de virtudes,
De fragmentos sagrados ao contemplar a natureza
Vamos encontrando em nós a harmonia perfeita dessa Realeza.

O fogo aceso da Vontade que impera sobre as nossas caprichosas quimeras
E a latente luz, que mesmo estando ofuscada pela a dureza do egoísmo, radiosa vive em nosso íntimo
Vão tecendo o bordado da Unidade, com as pequenas parcelas de amor que depositamos nos fragmentados atos.
E assim, entrelaçados de pureza e ideal descobrimos em nós o Mundo,
E no Mundo o Ideal.

E de toda a perfeição imaginável
A inesgotável fonte de sonhos
E toda a possibilidade de realidade.
Saberemos, então, direcionarmos os nossos tantos Eus.
E com a delicadeza de mãos que já aportam em si à beleza do carinho, vamos retirando as máscaras do nosso caminho.
Usando a nossa fragmentada personalidade pela tão estonteante Unidade.

O fragmento das coisas ditas alheias
São tão fundamentais para a construção de firmes teias
Quanto à intenção de morada da aranha.
Tanto quanto os fragmentos que sustentam os nossos sonhos
São essenciais para engendrar os nossos mais palpáveis planos.

Quem, no entanto, não é inteiro nos instantâneos gestos
Jamais será preenchido com a colossal beleza do Universo!

Mandala de Simone Bichara – Texto de Daniella Paula Oliveira

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