Exposição Mandalas da Floresta em Manaus

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Um super agradecimento ao povo de Manaus, que tão carinhosamente nos recebeu e apreciou as Mandalas da Floresta.
É com alegria que a artista Simone Bichara fecha mais uma bela exposição; cuja importância, por se tratar do coração da Amazônia, não se relata em palavras.
Que as mandalas que ficaram possam levar sempre o frescor e a força da mata acreana, bem como, a grandeza que a verdadeira arte é capaz de tocar, todas as vezes que apreciada.
Compartilhamos com vocês uma das reportagens que saiu em jornal local sobre a exposição e um vídeo gravado pelo Amazon News no dia do vernissage.

Muito obrigada e até a próxima!

Produção Mandalas da Floresta.



Para ver o vídeo, clique no link abaixo:

Publicado em Quarta, 03 Julho 2013 08:49 | Escrito por Gustav Cervinka
Esta é a primeira vez que as mandalas amazônicas chegam à capital amazonense – foto: Divulgação
Esta é a primeira vez que as mandalas amazônicas chegam à capital amazonense – foto: Divulgação

O universo amazônico e indígena, bem como os mundos africano e oriental estão devidamente representados nas pinturas da artista plástica Simone Bichara, natural do Acre, que traz pela primeira vez a Manaus uma exposição de suas obras. Ao todo, 30 quadros (que variam de 40 centímetros a 1 metro de diâmetro) vão compor a mostra “Mandalas da Floresta”, a partir desta quarta-feira (4), no Instituto Cultural Brasil Estados Unidos (Icbeu).

Embora seja aferido o nome “mandala” às obras de Bichara, a artista afirma que o termo é passível de equívocos interpretativos. “Meu trabalho é baseado em círculos. Sempre gostei disso. Mas o conceito foge ao padrão do que é uma mandala tibetana, uma vez que meus trabalhos são indígenas, apresentam temas amazônicos, etc. Já até tentei mudar isso para evitar distorções de interpretação, mas não consegui. O fato é que as pinturas vão além das mandalas, mas também carregam o aspecto holístico, tem a ver com energia do bem”, diz.

As obras de Simone Bichara revelam o envolvimento da artista para as questões que envolvem suas próprias raízes. Nascida em Rio Branco, capital do Estado do Acre, Bichara também é descendente de sírio-libaneses e, por isso, é possível identificar elementos nas suas representações coloridas que denotam essas influências de origem e pertencimento.

 “Além das mandalas, também faço vitrais e mosaicos. Mas até mesmo nas pinturas é possível perceber que existem mosaicos inseridos nela”, exemplifica quão abrangente são suas manifestações artísticas.

EXPOSIÇÃO MANDALAS DA FLORESTA EM MANAUS

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SOBRE A ARTISTA PLÁSTICA SIMONE BICHARA

Por Daniella Paula Oliveira - Escritora, professora e produtora cultural


 “... Quando a floresta primordial visitar os seus olhos
Permita que ela adentre em sua alma
Que os seus cipós se retorçam em suas entranhas
Suas raízes se emaranhem em seus sentidos
Suas cores desnudem suas fraquezas
E seu forte verde refaça sua coragem.
Permita que o mesmo mistério que vibra nos íntimos das selvas
Ressoe no seu espírito.
Abra os olhos e silencie a mente...
Pois eis a oportunidade.”



 Natural de Rio Branco, Acre, a artista inicia sua produção artística na década de 1980, quando, a trabalho pela Comissão Pró-Índio/AC e FUNAI, convive constantemente com os índios, seringueiros e ribeirinhos da sua terra.
Produzindo nesta época algo para si ainda desconhecido, imaginando pintar o sol como os índios viam, Simone rabiscava e matizava em papel, traços originais e circulares, nas aldeias e acampamentos dentro das matas amazônicas.
Quando uma amiga elogiou as suas belas mandalas. Foi então, que conhecendo o significado e a simbologia dessa arte milenar, passou a produzir essas circunferências mágicas, onde, embora a origem seja oriental, a artista, dona de uma brasilidade incontestável em obra e personalidade, cria uma nova conotação para os seus círculos, transformando-os em uma verdadeira e monumental obra de arte brasileira, amazônica, universal.
Realizando a sua primeira exposição em 1992, na Fundação Cidade da Paz, em Brasília/DF, como conclusão do curso de Formação Holística de Base, Simone Bichara consolida uma trajetória que a elevará a uma das mais originais artistas plásticas da atualidade.
Tem suas obras vendidas a apreciadores de arte nos Estados Unidos, Espanha, França e Uruguai. No Brasil, especialistas, intelectuais e artistas de renome são unânimes em reconhecer na obra de Simone Bichara uma revelação da autêntica beleza da arte.
Expôs em diversos Estados brasileiros, sendo selecionada, em maio de 2012, pela Secretaria de Intercâmbio e Difusão Cultural do Ministério da Cultura, a viabilização da mostra na Livraria Cultura de Recife/PE. Recentemente recebeu convite para expor no Festival Jam Session Open Air Montreux, Suíça, e, em Londres, no Life Shoreditch, que acontecerá
ão em outubro de 2013.
Simone Bichara tem formação em História, pela Universidade de Brasília, e atua ainda como terapeuta holística e produtora cultural. 


“... ela vê uma folha que a formiga pisou e transforma em “verde-ínfimo”, e depois o usa para criar uma obra grandiosa.”
“... ela traz a beleza e a sofisticação do mato, para o nosso cimento armado.”
“.... quando ainda menina pensava que toda a floresta era sua casa. Cresceu e continua sentindo assim. Suas mandalas são suas grandes salas-de-estar, onde nos recebe em pleno aconchego.”
“... é uma arte propriamente feminina, onde, como uma terna mãe nos acaricia os olhos e nos coloca pra viver.”
“...é o desmembrar dos traços do mundo. Em suas mandalas estão os caminhos que nos levarão pra casa.”
“... pinta como quem desvela o seu próprio segredo, e o entrega ao mundo como num rito de parição.”
“... sua arte é toda floresta. Até o mar, quando nela retratado, tem árvores plantadas em suas algas”.
A Arte de quem reconhece a inspiração


Engajada na preservação das florestas brasileiras, inerente às suas obras está à consciência ambiental. Elaboradas em madeiras recicladas, as mandalas de Simone são apenas uma parcela da imensa representatividade artístico-ambiental da artista; a mesma recicla móveis e utensílios, deixando, por onde passa, marcas do seu olhar atento à arte, à natureza e ao mundo





EGITO

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O Egito é um lugar completamente diferente de tudo que já conheci. Situado num imenso deserto, sua população continua vivendo como os povos antigos viviam há milhares de anos. As cidades têm a cor do barro,da terra em suas casas e prédios. O comércio continua sendo a principal 'diversão' e movimento da vida cidades. Os homens usam roupões compridos e túnicas na cabeça, as mulheres, em sua maioria usam a cor preta e vivem cobertas até os olhos. Você nunca sabe ao certo como é o rosto de uma egípicia tradicional. Povo alegre e negociador por natureza. Um dos maiores prazeres que um bom negociante tem é, fazer você levar sua mercadoria seja do jeito que for. Eles põem o preço lá em cima só pra você pexinchar e acabar levando pelo preço certo. Uma loucura!
Mas o que me encantou nessas terras distante, foram os templos dedicados aos deuses e farós, os objetos sagrados, as pinturas ancestrais, o tamanho colossal das construções do Egito antigo e o Rio Nilo. Conheci quase todos os Templos - Isís, Osíris, Seth, Sakara,luxor,, etc. Viajei por oito dias nas águas sagradas do Nilo. Um templo de vida, silêncio e cura. As pirâmides são fenomenais, fonte de energias e poder. O Vale dos Reis um templo no meio do nada cercado por terras e céus. Ali quase todos os faraós foram sepultados com seus pertences.
Fiquei completamente impressionada com tudo e com todos. Um mundo bem diferente do meu. Olhava pra tudo com espanto,pois saí de lá com a certeza de que aquele povo não era humano como nós, deviam ser homens gigantes, altamente inteligentes e capacitados. Detentores de uma tecnoligia extraordinária. ..
O Egito é um sonho...

Mandala " FESTA NA FLORESTA"

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FESTA NA FLORESTA
 
Há festa na floresta

As folhas se põem a farfalhar.

Há sussurros de elementais com sua seresta

Fazendo canções para se bailar.


Índios se pintam de urucum

Caboclos despojam as flechas

Fadas trançam os cipós, fazendo encanto do comum.

Enquanto as ninfas tingem os verdes e suas mesclas.


A floresta está em festa, senhores!

É tempo de colorido e alegria

Ovelhas deixem os seus pastores

E venham desfrutar da magia.


As meninas lagartas já criaram asas

Borboletas agora são.

Belas damas repletas de graças

Que bailam leves pelo salão.


As formigas desfilam seus novos vestidos

Todos adornados na primavera

Laranjas de tons surtidos

Deixando a festa como aquarela.


Os besouros e as cigarras chegaram de mãos dadas

E até o tatu saiu da terra

Também as águias aladas

Todos vieram para tão bela quimera.


Além de toda a bicharada

Seres de encanto, encantados e perfumados,

Há na festa seres de alma ainda mais arrumada

Uns tantos de deuses bem amados


E até um menino deus adornado.

Veio também um velho barbudo

Que dançou um xote arretado.

Nem parecia o tal carrancudo.


E assim a floresta faz festa

Para alegria no mundo se espalhar

O vento passa nas árvores

E leva a magia desta para todo lugar!


Mandala de Simone Bichara – Texto de Daniella Paula Oliveira

Mandala "RENASCIMENTO" e Texto

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RENASCIMENTO

Renascer é uma questão de Vontade.
É pegar uma minúscula chispa que vive dentro de nós
Assoprá-la com os ventos que a vida nos traz,
Com atenção e constância,
Transformá-la no fogo que busca a verticalização.
No fogo que inunda o coração, que queima o fragmentado e limitado em nós
Dando-nos a chave da superação.
Ofertando-nos as armas vindas da mais pura inspiração
- para vencer nosso dragão do medo e o nosso venenoso julgamento.
 
É lutar contra o lamento desmedido
A queixa sem fundamento
O olhar sem brilho
O sorriso empalidecido
O gesto incompreendido
O amor que desfalece desnutrido.
 
Renascemos quando aportamos em nós o melhor da vida.
Quando limpamos as nossas emoções confusas e híbridas
Para restituir a nossa razão sã. A nossa postura de heróis. Os nossos sonhos em caracóis. A liberdade em nossa voz. O abandono do papel de vítima e algoz.
Assim, quando surgirem os nós, com delicadeza e sabedoria, saberemos desfazê-los.
Respiraremos o sopro divino e colocaremos em nós a pulsação do Eterno.
 
Renascer é levantar-se com o Sol.
E se pôr com Ele.
É ter a coragem de uma semente, que sai da escuridão e mostra para o que veio, transformando-se no seu melhor.
É não cair nas ilusões ao redor
E compreender sempre, que o Real é indestrutível.
É ver o que simplesmente é visível:
Que a vida nasce há todo momento.
Que a Natureza vive o contentamento.
E que para voar, nem sempre os pássaros esperam o bom vento.
 
Renascemos todas às vezes que damos à luz a uma fagulha de amor.
Todas às vezes que nos livramos do torpe e do horror.
Quando, naquelas manhãs singelas, relembramos uma antiga aquarela
Uma serena canção; uma breve poesia; um sabor de um doce daquela senhora Maria...
Todas às vezes que na humildade de nos reconhecermos humanos, queremos apenas ser humanos na melhor humanidade.
 
E nessa simplicidade queremos ser amantes do Tempo.
Esquecer os contratempos que tantas vezes criamos.
Encontrar a harmonia perfeita para pulsar o nosso coração.
Viver a Lei da Natureza e sua nobre lição.
Fazer perguntas profundas e esperar com atenção, que a vida nos responda amiga, exercitando a nossa gratidão.
 
Renascer é expandir a dimensão da nossa Alma.
É a cada segundo viver a Eternidade.
É apaixonar-se pelo o Belo em qualquer de suas expressões.
É buscar a calma ativa da disciplina.
E a chama, que não é efêmera, da Evolução.
 
E assim, ancorar o nosso Espírito
Rumo aos oceanos da Existência
Firmando-o na Sabedoria infinita do Mistério que nos move;
E na Celeste Luz que nos orienta.
 
O Renascimento é uma oportunidade que nos damos,
Para passarmos a viver junto ao Divino, que embora habitamos,
Cerramos-nos para Ele.
Muitas vezes é preciso renascer, para compreender.
Tantas vezes é preciso apenas respirar para renascer.
Diversas vezes é preciso somente a Vontade de deixar viver o nosso Verdadeiro e Renascido Ser.
 Mandala de Simone Bichara – Texto de Daniella Paula Oliveira

Aprendendo com a Natureza - Por Daniella Paula Oliveira

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Que possamos ser como a relva - que tem a flexibilidade de se abaixar durante as tempestades e se reerguer na calmaria; que tem a firmeza de se manter segura ao seu solo enquanto as ondas inundam seu território, confiante de que elas também passarão; e que tem a humildade de se resignar perante uma força maior que ela.
Que possamos ser como as nuvens – que cantam enquanto se transformam em chuva, sem querer ser melhor nem pior que nuvens, apenas ecoam louvores à transformação.
Que sejamos nós tão íntegros e belos quanto a Natureza que nos dignifica a alma. Que na nossa natureza também sejam expressas as dádivas da vida e a beleza da existência…
Só reconhecemos a grandeza das montanhas e a delicadeza das flores, porque tais virtudes habitam o nosso ser. E embora muitas vezes nos esqueçamos de adubar o nosso jardim, não significa que as boas sementes estejam mortas. Latente em nós está a voz do vento que entoa os segundos; firme em nós está a sabedoria do ancestral carvalho e a inocência do despertar de um broto. Tanto quanto vibra em nossa lareira interna o fogo que aquece e transmuta todas as coisas, e as águas que perpassam os séculos.
Observemos as nossas labutas diárias não na contramão dos fatos, como se elas fossem um martírio imposto por um destino inexorável, mas faremos como o pássaro que detém a liberdade do labor – trabalha por respirar o Bem e por ele ser grato. Sejamos também construtores da nossa morada interna, e tenhamos a elegância de bem decorar o nosso ninho.
Aprazemos com a nossa consciência as virtudes que queremos viver, e como o sol que todos os dias nos mantém a vida e irradia o esplendor, sejamos responsáveis em mantê-las vivas e altivas em nossos pensamentos, palavras e ações.
Todos os minutos nos são dados exemplos sublimes. Sejamos capazes de reconhecê-los; de não distorcer a qualidade da uva devido ao mau vinho; de não azedar o melado devido à doente saliva; de não culpar a paisagem pela visão limitada.
Não confundamos o sopro do vento com as nossas emoções à deriva. Saibamos que há sabedoria por trás do desprender da folha de outono, como há sabedoria por trás da realidade, cuja nossa frágil compreensão não alcança.
Que o canto do rouxinol bendize a nossa voz, para que nossas palavras sejam melodia alegre para os corações. Que o silêncio dos vales abençoe os nossos pensamentos, para que sejamos serenos e transparentes em nossas expressões. Que a constância dos mares resvale sobre os nossos ombros, para que sejamos firmes em nossas missões. Que a imensidão do Céu nos ensine a magia de nossos divinos mistérios, e a grandeza da Terra nos auxilie a aceitar o adubo e o lixo, e a tudo transformar em vida.
Que possamos ser o que estamos predestinados a ser: Humanos.

Daniella Paula Oliveira

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