OFICINA DE MANDALAS

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O Espaço Gaya Aldeia do Ser apresenta: OFICINA DE MANDALAS - A autodescoberta através da Arte!

Simone Bichara, com a sua exímia arte-educação, com a sua vigorosa e reconhecida arte, e, principalmente, com o seu natural potencial terapêutico, realizará no dia 01 de julho de 2012 uma imperdível OFICINA DE MANDALAS. Uma oportunidade para àqueles que não só reconhecem o belo e buscam o autoconhecimento, como também querem, através da arte de criar mandalas, encontrarem sua própria expressão, compreensão e beleza. A Oficina, que terá seu principal objetivo na prática meditativa e terapêutica através da criação de Mandalas, buscará também as necessárias técnicas para se criar essa arte milenar, que nos permite a re-conexão com o Divino dentro e fora de nós.

Sejam bem-vindos à autodescoberta através da Arte! Não perca! Vagas limitadas.


Maiores informações no folder abaixo, ou: (068) 8115-9555/9984-6237 – gayaaldeiadoser@gmail.com                                                     
                                                     (clique em cima para ampliar o folder)
Evento: OFICINA DE MANDALA
Instrutora: K. Simone Bichara (Nirupa)
Onde: Espaço Gaya Aldeia do Ser – Rua Antônio Só de Barros, nº 54, Vila Ivonete – Rio Branco/AC.
Quando: 01 de julho de 2012 (domingo) – das 8h às 18h (com intervalo para almoço)
Contatos: (068) 8115-9555/9984-6237 – gayaaldeiadoser@gmail.com
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Gratidão
  
As arestas de amor que separam o choro do riso
O canavial que bendiz a vida com doçura
A lua que rege marés e não se cansa de fazer sua sentinela
O sol que abençoa a espiga e a Terra.

Há gratidão no orvalho pela a chuva.
Na primavera pelo o inverno.
Nas pedras pelo o sertão
No nevoeiro pela a brandura da sua missão.

É na gratidão que podemos ver os reflexos do Deus.
É quando estamos preenchidos de graça e vazios de lamentos
Que podemos reconhecer Sua Face.
É através da gratidão que a bênção nasce.

Quando difundimos nossa alma com a alma do vento
A nossa voz com a canção das águas
E a nossa Vontade com as chamas do Sagrado Fogo
Só pode existir em nós o instrumento lapidado e oco

Por onde perpassa o sopro caótico
E com as mãos de reconhecimento
O transformamos em harmoniosa melodia
Tal como o poeta transforma banais palavras em esplendorosa poesia.

O Ser que é Grato
É livre.
Pois reconhece a cada instante o Bem além das aparências.
Sabe que quando estamos conscientes estamos percorrendo a Lei. Estamos revivendo nobres reminiscências.

A flor se desabrocha para embelezar a vida e alimentar com o seu néctar
Grata por sua missão cumpre-a com destreza.
Cada célula carrega a vida
Gratas por suas semelhanças, reluzentes por serem híbridas.

E mesmo em face das diferenças
A Natureza reverencia cada Beleza.
Inspirai-nos! Sejamos gratos por sermos. Alegrai-nos frente às possibilidades de completude.
Vibrai-nos com as graças que nos acontecem amiúde.

Gratidão é para os humildes e nobres.
É para os corajosos e sensíveis.
É para os corações preenchidos
Que tem no peito o brasão da celebração erguido.

E mesmo quando a vida nos banhar de lágrimas
Agradecemos a oportunidade de embeber o nosso solo;
E quando a dor nos procurar
Sem ademais sofrimentos, seremos gratos pelo o oportuno crescimento.

Gratidão é para os corajosos
Que querem ver além.
Que já descobriram que ser guerreiro vale à pena.
Que rever a vida é olhar novamente a cena

E perceber nela
Que tudo que nos acontece é uma bênção inteligente
É uma dádiva, um presente.
Uma graça do Deus para com a gente.

Gratidão é para quem reconhece em cada lição
Uma nobre verdade.
E caminha leve pelas veredas do Tempo
Agradecendo, até mesmo, os chamados contratempos.

Pois já é livre dos augúrios.
Só reconhece o Bem.
Sabe e compreende
Que a Existência que nos rege, vai além.

Mandala de Simone Bichara - Texto de Daniella Paula Oliveira

Vernissage Exposição Mandalas da Floresta em Recife/PE

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Agradecemos a presença de todos os amigos e apreciadores de arte que prestigiaram a abertura da Exposição "Mandalas da Floresta", no dia 02 de maio, na Livraria Cultura-Recife/PE.
Ressaltamos que a Mostra fica disponível na mesma até o dia 29 de maio/2012.





 

Com a presença de:

Ana Maria Lopes (Jaldhara)
Carlos Albuquerque
Cecília Paes
Daniella Paula Oliveira
Demostenes Oliveira
Gonzaga Leal
Iedo Paes
Inez Paes
Isabel Costa (Sujaan)
Jota Velloso
José Mário Austragéssimo
Laura Canto (Svarupo)
Luzia de Moraes
Moacir Andrade
O’Relly de Souza
Regina Nogueira
Roberto Farias
Tereza Paes

*Clique em cima das fotos para ampliá-las.

Exposição Mandalas da Floresta – da artista plástica acreana Simone Bichara – com apoio da Fundação de Comunicação e Cultura do Estado do Acre/FEM e Secretaria de Intercâmbio e Difusão Cultural da Cultura-MINC.

Exposição MANDALAS DA FLORESTA em Recife/PE

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Em sua 15ª Exposição, Simone Bichara e suas Mandalas Florestais encantarão a Terra do Frevo e do Maracatu.

Recife/PE, através da Livraria Cultura, receberá a mostra “Mandalas da Floresta”, da artista plástica acreana, Simone Bichara, durante todo o mês de maio.

Após ter percorrido vários Estados do Brasil e ter conquistado o público e a crítica além das fronteiras brasileiras, a Exposição itinerante Mandalas da Floresta chega a Recife com ares mais florestais do que nunca. Com 28 novas obras delineadas e pintadas em madeira reciclável; idealizadas e confeccionadas de dentro da floresta amazônica acreana pelas mágicas e sensíveis mãos da terapeuta holística, produtora e artista plástica Simone Bichara – essa, que vem colorindo o Brasil não só com as pitorescas mandalas, mas também com a beleza de um trabalho baseado no princípio ecológico e harmônico, resgatando olhares de muita gente para a consciência da importância das nossas florestas.
A artista, que tem uma vasta vivência com a população ribeirinha, seringueira e indígena, carrega em sua essência e na essência da sua arte o mundo mágico e colorido das Matas Amazônicas; e que agora, diz-se feliz e realizada podendo fundir o seu pedaço de verde com o naco de azul do litoral brasileiro, por meio de tão bela e rica paisagem pernambucana.

“Morei em Recife por um ano, é uma cidade bonita e rica culturalmente, expor nessa cidade é um grande privilégio. Estou animada em voltar e poder mostrar, trazer para cá as mandalas da floresta, trazer um pouco da energia da Amazônia para compor, juntar com as energias do mar. Será bom rever a cidade e os amigos, apresentar minha arte e aproveitar as atrações artísticas e culturais da terra.”

Simone Bichara em entrevista.





Evento: Exposição Mandalas da Floresta
Artista: Simone Bichara
Onde: Recife/PE
Local: Livraria Cultura - Paço Alfândega
Data: 01 a 30 de maio/2012 (com coquetel de abertura no dia 01)
Contato: (68) 8115-9555

Vídeo Texto e Mandala "Caminhos"

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Texto poético de Daniella Paula Oliveira & Mandala artística de Simone Bichara.
Texto e Mandala: Caminhos.
Do Projeto: A Mandala e a Palavra.

Créditos:
Música: Cello Suite No. 1 in G Major - J. S. Bach
Mandala: Caminhos - de Simone Bichara
Texto: Caminhos - de Daniella Paula Oliveira
Imagens: Internet.
Produção e edição: Daniella Paula Oliveira
Projeto geral: Daniella e Simone.

Mandala "RENASCIMENTO"

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Renascimento


Renascer é uma questão de Vontade.
É pegar uma minúscula chispa que vive dentro de nós
Assoprá-la com os ventos que a vida nos traz,
Com atenção e constância,
Transformá-la no fogo que busca a verticalização.
No fogo que inunda o coração, que queima o fragmentado e limitado em nós
Dando-nos a chave da superação.
Ofertando-nos as armas vindas da mais pura inspiração
- para vencer nosso dragão do medo e o nosso venenoso julgamento.

É lutar contra o lamento desmedido
A queixa sem fundamento
O olhar sem brilho
O sorriso empalidecido
O gesto incompreendido
O amor que desfalece desnutrido.

Renascemos quando aportamos em nós o melhor da vida.
Quando limpamos as nossas emoções confusas e híbridas
Para restituir a nossa razão sã. A nossa postura de heróis. Os nossos sonhos em caracóis. A liberdade em nossa voz. O abandono do papel de vítima e algoz.
Assim, quando surgirem os nós, com delicadeza e sabedoria, saberemos desfazê-los.
Respiraremos o sopro divino e colocaremos em nós a pulsação do Eterno.

Renascer é levantar-se com o Sol.
E se pôr com Ele.
É ter a coragem de uma semente, que sai da escuridão e mostra para o que veio, transformando-se no seu melhor.
É não cair nas ilusões ao redor
E compreender sempre, que o Real é indestrutível.
É ver o que simplesmente é visível:
Que a vida nasce há todo momento.
Que a Natureza vive o contentamento.
E que para voar, nem sempre os pássaros esperam o bom vento.

Renascemos todas às vezes que damos à luz a uma fagulha de amor.
Todas às vezes que nos livramos do torpe e do horror.
Quando, naquelas manhãs singelas, relembramos uma antiga aquarela
Uma serena canção; uma breve poesia; um sabor de um doce daquela senhora Maria...
Todas às vezes que na humildade de nos reconhecermos humanos, queremos apenas ser humanos na melhor humanidade.

E nessa simplicidade queremos ser amantes do Tempo.
Esquecer os contratempos que tantas vezes criamos.
Encontrar a harmonia perfeita para pulsar o nosso coração.
Viver a Lei da Natureza e sua nobre lição.
Fazer perguntas profundas e esperar com atenção, que a vida nos responda amiga, exercitando a nossa gratidão.

Renascer é expandir a dimensão da nossa Alma.
É a cada segundo viver a Eternidade.
É apaixonar-se pelo o Belo em qualquer de suas expressões.
É buscar a calma ativa da disciplina.
E a chama, que não é efêmera, da Evolução.

E assim, ancorar o nosso Espírito
Rumo aos oceanos da Existência
Firmando-o na Sabedoria infinita do Mistério que nos move;
E na Celeste Luz que nos orienta.

O Renascimento é uma oportunidade que nos damos,
Para passarmos a viver junto ao Divino, que embora habitamos,
Cerramos-nos para Ele.
Muitas vezes é preciso renascer, para compreender.
Tantas vezes é preciso apenas respirar para renascer.
Diversas vezes é preciso somente a Vontade de deixar viver o nosso Verdadeiro e Renascido Ser.


Mandala de Simone Bichara – Texto de Daniella Paula Oliveira

Crônica "Adélia" por Daniella Paula Oliveira

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A crônica abaixo, chamada "Adélia", é da Daniella. Escritora, professora e colaboradora do Blog.
Tem uma sensibilidade além olhos. Apreciem.

"Adélia"
Por Daniella Paula Oliveira

Lá fora uma tênue chuva cai molhando não só os telhados, mas as minhocas. E aqui, quem está comigo é Adélia Prado, me contando do seu avassalador amor por Castro Alves.

Adélia tem um jeito de falar das coisas que só as grandes almas têm: um contentamento com as palavras, um eterno agradecimento a elas em cada vírgula acentuada.

Ouço Bach e a sua música divinizada. Tão amada em meu peito ardente.

Minha mãe vê a TV, com os seus ralos cabelos espalhados sobre um travesseiro com o cheiro do seu suor de nuca. E a minha irmã dá risada dos vizinhos com uma vizinha na porta de casa.

O que parece só uma tarde bucólica e nostálgica, talvez seja mesmo, tem o peso e a leveza da eternidade dentro de mim; porque eu me prontifiquei a pensar sem questionar... Só contemplando sem mente o que todas essas sementes de cotidiano vêm me dizer.

Hoje, se há um Deus, ele está aqui ao meu lado; trançando os dedos em meus cabelos e sentindo o perfume da pele – assim, como um Ser apaixonado. Como há possibilidade de não haver apenas um Deus, mas vários desprovidos Dele mesmo, pode ser um desses deuses de nomes bonitos que está aqui, apaixonado pela sua tão frágil e inconstante criação.

É que sinto ares românticos, e como não há uma paixão latente destinada a mim, penso que só pode ser um deus carmim acariciando a minha alma a amar.

Enfim, voltemos à Adélia, ela acaba de me dizer que o nariz dela se apóia em um ar grosso; achei isso tão bonito, pois o meu não tem apoio nenhum. Fogem dele o fino e o espesso, e resta esse, que todo mundo tem.

De verdade? Nunca quis ser poeta, músico, artista... Essas coisas tão sensíveis, que mal sabemos se esses seres são palpáveis ou não. Com o tempo fui me contentando em ser eu mesma: essa carne viva, esse sangue de abacaxi (ora azedo ora doce, embora sempre cítrico), essas pernas finas e cumpridas e esse nariz complacente. Fui compreendendo que eu sou mesmo inconstante; que os meus prazeres são banais e efêmeros, e que os meus sentidos são mais entorpecidos que de qualquer um que já conheci. Sou tão inconstante que um dia já gostei de amoras...

A constância é um negócio pertinente. Os mais sábios dizem que é bom a gente ter na gente. Quem sabe um dia eu alcanço essa sabedoria, no momento, hoje eu como bicho morto, amanhã eu comerei apenas risoto (e sem frango). Sei lá, tenho essas ideias de remissão.

Agora Adélia me fala de uma tarde, onde sol queima as tanajuras... Deus meu! Pensemos na grandeza do Sol – chega a queimar até as tão pequenas tanajuras. Olha, há sim um Deus, e penso eu, que ele mora em todos os raios desse sol, por isso é também vários, pois se espalha a todos os cantos, fazendo com que cada um veja-o através de uma face diferente.

Por isso penso que não adianta brigar por causa dele, pois amanhã ele estará aqui de novo, mostrando uma cara diferente. Não adianta, cada um o verá conforme a sua semente – aliás, semente esta, que ele mesmo plantou.

Se eu contar o que Adélia disse agora... “Tristeza Maravilhosa”... Isso mesmo: Tristeza Maravilhosa. Existe sim uma tristeza maravilhosa, vivo experimentando dela; ela tem cheiro de ambrosia e gosto de ameba. A gente quer deixar que ela passe e deixe seu perfume, que é pra gente saber reconhecer e prová-lo quando necessário, mas não queremos comer dessa tristeza. Adélia sabe das coisas. Acho que se ela pudesse, chorava agora, bem aqui, encostada nos meus seios... Com a sua tão bonita tristeza maravilhosa. Ela não chora porque é orgulhosa! Porque se fosse eu, não que eu também não o seja, porém possuo carência nas pálpebras, deitava correndo sobre uns calorosos peitos e deixava todas as escaldantes lágrimas serem derramadas, como chuvas torrenciais de verão.

Está meio frio aqui hoje... Um vento desses gelados que deixam os nossos dedões dos pés entristecidos. Ainda bem que Bach ainda canta para o meu coração, o Deus ainda massageia os meus cabelos e Adélia acaba de me dizer que quer letras para pedir emprego, escrever seu nome completo e agradecer favores. Eu complementaria, dizendo que eu quero letras para ensinar às pessoas as letras, gosto de ensiná-las. É também um prazer pueril, mas no final das contas, só as poeiras é que resistem ao mar.

Minha mãe acaba de levantar e me oferece água. Achei simbólico, já ia falar da minha sede. Que não é tanta como a dos poetas, é uma sede que quando seca a saliva dá; o problema é que eu não salivo quase nunca.

Tomei a água, usando as letras para agradecer à minha mãe; e percebi que a minha sede é de mim mesma.

Agora calo Adélia e as minhas palavras, pois preciso beber de mim, e isso é íntimo demais para compartilhar.

O deus se vai, pois tenho vergonha dele, Bach silencia e só a lua lá fora me assiste, pois ela é fêmea, solitária e tem sede.

Fito Adélia; penso que ela sente ciúmes... Não sinta minha Senhora, daqui a pouco te agarro nos braços e suplico a sua poesia, para compreender um pouco mais da solidão, pois a parte da paixão, já entendi, pois ainda desfaço em mim os seus grilhões.

Até breve, Adélia, até breve.

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