Outro Paradigma: escutar a Natureza

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Que sirva de reflexão para todos nós, o artigo abaixo,do Leonardo Boff. Para mim, a desconexão com a natureza, vem fazendo o ser humano refém da mesma. O Planeta nos cobra a falta de amor e respeito pelo meio ambiente. A ganância humano destrói florestas, mares, animais e todos os demais biomas. Com a mesma fúria, a Mãe Terra vem dando respostas aos nossos ataques contra as leis naturais. O equilíbrio virá em ouvirmos o que as florestas, os mares, os rios, as plantas e animais nos dizem. Em toda natureza há um ritmo, um movimento que precisamos decifrar, precisamos escutar e respeitar. Eu que nasci na floresta, que a tenho como minha Grande Mãe, dói saber que ano após ano, o ser humano invade, destrói nossas matas, expulsa nossos índios de suas terras, extermina nossos animais, espalha dor, miséria e destruição. Tudo isso em nome do dinheiro, do progresso... Mas o nosso filósofo nos fala com leveza e sabedoria sobre o tema. Vamos ouvi-lo! Por Simone Bichara



Outro Paradigma- Escutar a natureza.

Por Leonardo Boff (filósofo e teólogo)


Agora que se aproximam grandes chuvas, inundações, temporais, furacões e deslizamentos de encostas temos que reaprender a escutar a natureza.
Toda nossa cultura ocidental, de vertente grega, está assentada sobre o ver. Não é sem razão que a categoria central – idéia – (eidos em grego) significa visão. A tele-visão é sua expressão maior. Temos desenvolvido até os últimos limites a nossa visão. Penetramos com os telescópios de grande potência até a profundidade do universo para ver as galáxias mais distantes. Descemos às derradeiras partículas elementares e ao mistério íntimo da vida. O olhar é tudo para nós.
Mas devemos tomar consciência de que esse é o modo de ser do homem ocidental e não de todos.
Outras culturas, como as próximas a nós, as andinas (dos quéchuas e aimaras e outras) se estruturam ao redor do escutar. Logicamente eles também veem. Mas sua singularidade é escutar as mensagens daquilo que veem.
O camponês do antiplano da Bolívia me diz: “eu escuto a natureza, eu sei o que a montanha me diz”. Falando com um xamã, ele me testemunha: “eu escuto a Pachamama e sei o que ela está me comunicando”.
Tudo fala: as estrelas, o sol, a lua, as montanhas soberbas, os lagos serenos, os vales profundos, as nuvens fugidias, as florestas, os pássaros e os animais. As pessoas aprendem a escutar atentamente estas vozes.
Livros não são importantes para eles porque são mudos, ao passo que a natureza está cheia de vozes. E eles se especializaram de tal forma nesta escuta que sabem, ao ver as nuvens, ao escutar os ventos, ao observar as lhamas ou os movimentos das formigas o que vai ocorrer na natureza.
Isso me faz lembrar uma antiga tradição teológica elaborada por Santo Agostinho e sistematizada por São Boaventura na Idade Media: a revelação divina primeira é a voz da natureza, o verdadeiro livro falante de Deus.
Pelo fato de termos perdido a capacidade de ouvir, Deus, por piedade, nos deu um segundo livro que é a Bíblia para que, escutando seus conteúdos, pudéssemos ouvir novamente o que a natureza nos diz.
Quando Francisco Pizarro em 1532 em Cajamarca, mediante uma cilada traiçoeira, aprisionou o chefe inca Atahualpa, ordenou ao frade dominicano Vicente Valverde que com seu intérprete Felipillo lhe lesse o requerimento,um texto em latim pelo qual deviam se deixar batizar e se submeter aos soberanos espanhóis, pois o Papa assim o dispusera. Caso contrário poderiam ser escravizados por desobediência.
O inca lhe perguntou donde vinha esta autoridade. Valverde entregou-lhe o livro da Bíblia. Atahaualpa pegou-o e colocou ao ouvido. Como não tivesse escutado nada jogou a Bíblia ao chão.
Foi o sinal para que Pizarro massacrasse toda a guarda real e aprisionasse o soberano inca. Como se vê, a escuta era tudo para Atahualpa. O livro da Bíblia não falava nada.
Para a cultura andina tudo se estrutura dentro de uma teia de relações vivas, carregadas de sentido e de mensagens. Percebem o fio que tudo penetra, unifica e dá significação. Nós ocidentais vemos as árvores mas não percebemos a floresta. As coisas estão isoladas umas das outras. São mudas. A fala é só nossa.
Captamos as coisas fora do conjunto das relações. Por isso nossa linguagem é formal e fria. Nela temos elaborado nossas filosofias, teologias, doutrinas, ciências e dogmas. Mas esse é o nosso jeito de sentir o mundo. E não é de todos os povos.
Os andinos nos ajudam a relativizar nosso pretenso “universalismo”. Podemos expressar as mensagens por outras formas relacionais e includentes e não por aquelas objetivísticas e mudas a que estamos acostumados. Eles nos desafiam a escutar as mensagens que nos vem de todos os lados.
Nos dias atuais devemos escutar o que as nuvens negras, as florestas das encostas, os rios que rompem barreiras, as encostas abruptas, as rochas soltas nos advertem. As ciências na natureza nos ajudam nesta escuta.
Mas não é o nosso hábito cultural captar as advertências daquilo que vemos. E então nossa surdez nos faz vitimas de desastres lastimáveis. Só dominamos a natureza, obedecendo-a, quer dizer, escutando o que ela nos quer ensinar. A surdez nos dará amargas lições.

Veja o livro " O Casamento do Céu com a Terra: mitos ecológicos indígenas." Moderna, São Paulo 2004. Leonardo Boff.


FELIZ 2012! Por Simone Bichara

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Um Feliz 2012 para todos nós! Que possamos estar conectados com as forças de amor, paz, equilíbrio, sabedoria, alegria e luz que a natureza e todo o universo nos oferece. Que possamos viver em 2012 um tempo de mais beleza, delicadeza, generosidade, compaixão, harmonia e prosperidade. Que nossos corações possam incluir todos e tudo dentro desse espírito da unidade, da irmandade. Possamos amar mais, rir mais e desenvolvermos em nós, energias mais positivas, belas, nobres e humanas, para que uma onda de paz, saúde, felicidade, abundância e amor cresça em nosso mundo, para nós, por nós e por toda a humanidade.

Continuo com o trabalho com as mandalas da floresta, através dele, busco fazer minha parte no sentindo de tocar as pessoas para a importância e a grandiosidade da floresta e de toda natureza. A natureza faz parte de nós como nós fazemos parte dela. O amor que sentimos por nós se estenderá à natureza, pois sem ela somos nada, nenhum dinheiro poderá comprar água potável se ela chegar a se esgotar. Destruir as florestas é o mesmo que destruir a vida no planeta terra.


No Blog você pode acompanhar o nosso proejto " A Mandala e a Palavra", onde, tão belamente e sabiamente, a escritora cuiabana Daniella Paula Oliveira vem abrilhantando o meu trabalho com as mandalas, com seus maravilhosos textos. Nossa proposta é fazermos um livro, vamos colocar toda nossa intenção nesse propósito, para que ele se realize ainda esse ano.


Sou acreana e moro no Acre, mas sempre viajo para realizar as exposições ou para participar de alguns grupos holísticos. Percebo que aqui na Floresta o nosso tempo é outro, nosso jeito de viver, nossa cultura, nossa comunhão com a Mãe Terra e toda natureza é muito peculiar.

As Mandalas da Floresta nasceram daqui, nasceram dessa energia, dessa sintonia com o sagrado dentro e fora de nós, dessa força de cura, amor e luz que é a floresta. Nasceram da minha convivência com os índios, os seringueiros e a Amazônia. Mostrá-las ao mundo é a minha maneira de contribuir para esse religar com as forças primordiais da natureza, do planeta...Que cada ser possa fazer esse caminho de volta para o coração, esse caminho de conexão com as forças divinas, com o sagrado que há em tudo e em todos - em toda Criação.


Nesse Novo Ano vivamos um Novo Tempo, um Tempo de mais apreciação do que é belo em nós e fora de nós. Que saibamos valorizar nossas conquistas e avanços... Que possamos transformar o que não nos agrada e nos deixa infelizes e pobres, partindo de dentro de nós todas as mudanças. Com ações justas e nobres, possamos ir organizando nossas vidas, nossas sociedades, nossos sistemas político, econômico e social.

Toda mudança depende de nós! Tudo que experimetamos é nossa criação em algum nível. Limpemos nossos pensamentos e façamos a nossa parte para que a vida no Planeta Terra seja mais alegre, harmônica e saudável, assim, poderemos gozar de uma maior abundância e prosperidade, onde a distribuição de rendas e riquezas sejam mais justas. É possível construímos uma Nova Era, um Tempo de mais beleza e delicadeza; de mais amor e saúde, de mais paz e riquezas.


Felicidades para todos nós!


"A paz começa dentro de mim".


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Abraços,


Simone Bichara


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Mandala "HUNI KUI" (Povo Verdadeiro)

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Huni Kui (Povo Verdadeiro)

Huni Kui, Kaxi!
A vós, minha singela exaltação verdadeira.
Para o povo de tamanha realeza
Todas as minhas palavras seriam de pouca beleza
Pois vossos cantos eu escuto daqui e os vossos deuses me abençoam, Huni Kui!

Para vós oferto os meus modestos versos
Lembrando que o nosso descaso e o nosso retrocesso
Fizeram-nos esquecer das vossas nobrezas
Esquivaram-vos da merecida gratidão
E isso pesa em meu coração.
Portanto, é só na frágil poesia que eu encontro alento e harmonia para agradecer.

Vós que pairam no nascer.
Vós que emergem do rito.
Vós que cultuam o silêncio e o grito.
Vós que embalam o aparecer de todos os sois.
Vós que descansam todas as luas.
Soeis vós, Huni, o Povo Verdadeiro!

Rubro. Escarlate. Taxipa!
Vermelhos são vossos sonhos.
Vermelhos são vossos kenês.
No entanto, vossos sangues são mais que rubros, são verdes
-de esperança, de abundância, de força como vossas matas e redes.

Hoje vos louvo, Huni!
Pois hoje louvo tudo o que for Kui!
E vos faço um pedido com humilde devoção
Jamais desacredite dessa nossa Grande Aldeia;
Vós soeis as relvas que fazem germinar as boas sementes do nosso canteiro.
Os oleiros da mata, que transformam em vida o que ainda nos escalda.

Enaki! É meu também o vosso canto!
Essa parcela de encanto, onde habita dentro e fora o Huni Kui!

Mandala de Simone Bichara – Texto de Daniela Paula Oliveira

Projeto "A Mandala e a Palavra".

Mandala "PACIÊNCIA"

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Paciência

Formosa Senhora, que faz da doce cortesia presságios de amanheceres,
Faz-me sua serva.
Erva. Seiva. Fibra.
Pois preciso da sua sutileza lilás para domar a besta que em mim teima em estar.

Contempla-me com as suas elegias silenciosas e taciturnas
Onde é preciso derramar lágrimas temporais
Para que a serena primavera atemporal brote na ode do nosso peito.

Preciso do seu sorriso bondoso e do seu olhar aconchegante
Que discretamente se deita no coração do amante
Que nada pode fazer a não ser esperar a próxima revoada.

Não é em vão, Senhora, que é mulher. Fêmea. Expressão Feminina.
Pois só um Ser que já provou uma barriga preenchida por vida
E uma entranha germinada, pode em si conceber consolo.

E no engodo que nos submetemos a cada dia
É necessário que em ti vejamos poesia.
Maestria de viver, muito mais que esperar.

Sei que será em seu brilho que os obstáculos se ofuscarão
E como um clarão dadivoso, a esperança se plasmará na melhor realização.
Como sei que é só através das suas carícias que é possível acalmar um coração.

Posso ver a estrela de oito pontas arraigada em seu centro
Pois para tê-la é preciso possuir plenitude e regeneração.
Paciência só nasce na amplidão. Na confiança total, mesmo em profunda escuridão.

Senhora, que agora, adubo com gotas de suor, sangue e lágrima em meu coração
Fertilize o meu solo com o seu colo, para que já não haja dor na continuidade;
Para que eu possa compreender que a Sábia Eternidade é a sua maior companheira

E até mesmo na mais derradeira emoção
Devo tê-la em minha mente
Para que a razão não se perca nos ditames ardilosos da ilusão.

Que no momento chegado, Grande Dama, você se transforme em coragem
Para que possamos emergir da lama e nos transformar em lótus
Abrindo os nossos corpos aos céus, e estendendo-nos além da Margem.

E nesse ciclo infinito, onde é posto uma grande virtude em paisagem
Relembremos o ensinamento como um hino: paciência não é apenas dom divino, é exercício diário.

Hoje vim contemplá-la numa das suas formas mais belas
Amanhã, quem sabe, me apareça dentro de mim
E assim, velas, ancoradouros e mar estarão alinhados no melhor destino a navegar.
Harmonizados na sua calmaria. Suavizados em sua poesia. Pincelados em sua arte de ninharia.

Paciência que ainda não é minha, mas que vive visitando a minha alma e me entregando à calma; fazendo-me fluir e ir... Onde eu possa encontrar a mim.




Mandala de Simone Bichara – Texto de Daniella Paula Oliveira

CLARICE LISPECTOR

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Clarice Lispector é o susto. Lê-la é despertar para uma consciência misteriosa, porém, muito atrativa e essencial.
Selecionamos algumas de suas frases que nos permite essa viagem por nós mesmos e em extensão à vida.
Sintam...

Renda-se, como eu me rendi. Mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei. Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento.
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Minha força está na solidão. Não tenho medo nem de chuvas tempestivas nem de grandes ventanias soltas, pois eu também sou o escuro da noite.
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Que ninguém se engane, só se consegue a simplicidade através de muito trabalho.

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Sou como você me vê.
Posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania,
Depende de quando e como você me vê passar.
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Saudade é um pouco como fome. Só passa quando se come a presença. Mas às vezes a saudade é tão profunda que a presença é pouco: quer-se absorver a outra pessoa toda. Essa vontade de um ser o outro para uma unificação inteira é um dos sentimentos mais urgentes que se tem na vida.
________
Suponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato...
Ou toca, ou não toca.
_________
E se me achar esquisita,
respeite também.
até eu fui obrigada a me respeitar.

Mandala "ALDEIA"

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Aldeia

Ah, meus caros, indígenas, aborígenes, extraterrestres, todos e ninguém...
Se soubéssemos da Aldeia!
Ah, como seriam leves as relações.
Como seria fácil compreender todas as estações.
E pouco precisaríamos de tantas explicações.

Se conscientizássemos da Aldeia
Participaríamos todos da mesma ceia
E apreciaríamos o mesmo alimento.

O contentamento, esse estaria intricado no pulsar de cada um
Pois haveria gratidão por todos os orvalhos nos ofertados
E por todos os apertos de mãos firmados.

Amados, se houvesse em nós a percepção da Aldeia
Pouco importaria as questões de uma abelha
Pois saberíamos cuidar da colméia, e assim, todas elas viveriam numa eterna primavera.

A mais bela quimera se aportaria em nossos corações
E as paixões flutuantes serviriam apenas para soprar ao entusiasmo
E o marasmo iria para longe...

A paz dos monges viveria entre nós
E a batalha do eu e você seria desfeita no abraço da harmonia
E assim, a poesia alegre e reluzente escreveria em versos e prosas belezas para toda gente.

Se despertássemos para a Aldeia
O encanto seria infalível
Acreditaríamos nas nossas palavras, e elas seriam amálgamas de puros sonhos.

Viveríamos no Reino Verde das Florestas
E ouviríamos as mais belas serestas do fundo Mar.
E o Rio, esse viveria sempre na irregular conjunção para que eu rio.

O frio, o calor, o vento e o ar
Qualquer coisa na mesma proporção de amar.
Porque enfim, compreenderíamos que estamos todos na mesma Aldeia
Semeando e compartilhando a nós mesmos, nascendo e findando na mesma proporção de Eternidade.

Já que a Aldeia não tem idade e tão pouco, identidade
Que a chamemos de Unidade!


Mandala de Simone Bichara – Texto de Daniella Paula Oliveira

Um artista chamado "Edu. O."

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Eduardo Oliveira, nosso querido Edu, é uma pessoa com tantos dons e qualidades; senhor de uma alma rara, alegre, generosa, criativa, que toca você desde o primeiro encontro e te marca para sempre como um exemplo que você deve lembrar mirar, se espelhar nos caminhos da vida. Alguém que faz a diferença no mundo de hoje. Que faz da arte e da poesia, meios de melhorar o mundo em que vivemos.
Resolvi fazer essa pequena homenagem ao Edu em meu blog, mas meu principal objetivo é fazer com que mais pessoas conheçam os trabalhos que ele realiza.
Acredito que o Edu seja um grande mestre para todos nós.
Meu carinho Edu!


Edu O. graduou-se no curso de Bacharelado em Artes Plásticas em 2001 pela Escola de Belas Artes da UFBA e concluiu Especialização em Arteterapia pela UCSAL em 2004. Estreou carreira de dançarino com o Grupo Sobre Rodas...? em 1998. Em 1999 começou suas pesquisas junto ao Grupo X de Improvisação em Dança. Destaque para o espetáculo Os 3 Audíveis - Ana, Judite e Priscila, vencedor do Prêmio FUNARTE Klaus Vianna 2007, Edital de Ocupação de Espaço da Caixa Cultural 2008, Edital Tô no Pelô 2008 - FUNCEB e Plataforma Internacional de Dança 2009, Alvuras Edital Yanka Rudzka 2010 de apoio a montagem de espetáculo de dança (FUNCEB).


Até 2012 participará do projeto Unlimited, da Candoco Dance Company, para apresentações nas Olimpíadas Culturais de Londres.

Em 2011 deu continuidade ao projeto Contato Sutil, iniciado no ano anterior, uma parceria com a Marinha da Bahia, ministrando oficinas de dança para pessoas com deficiência e seus cuidadores, atendidos pelo Programa de Atendimento Especial, dessa instituição. Neste mesmo ano, foi aprovado no Edital Quarta Que Dança-FUNCEB, com o projeto de intervenção urbana Ah, se eu fosse Marilyn!

Em 2010 foi um dos idealizadores do 1º Encontro de Dança Inclusiva. O que é isso?, sendo também curador deste evento. Ainda neste ano foi o vencedor do Prêmio Festival Vivadança, do Teatro Vila Velha, com o projeto Odete, traga meus mortos; apresentou- se na 3º Mostra Lugar Nômade Dança promovida pela Cia Corpos Nômades (SP) com o espetáculo Judite quer chorar, mas não consegue!, que ganhou neste mesmo ano o Edital de Ocupação dos Espaços da Caixa Cultural; foi convidado pela produtora Pensamento Tropical a participar de residência artística em Itacaré e Salvador, na programação do Projeto do Ar (Prêmio Klauss Vianna /FUNARTE 2010); realizou também o espetáculo O Corpo Perturbador, vencedor do Edital Yanka Rudzka 2009. Ministrou a oficina 1 min. e ½ de Instantes Poéticos no Palacete das Artes Rodin Bahia,
projeto vencedor do edital do IPAC.

Em 2009 participou do espetáculo Tempête a 13º Sud do francês, diretor de teatro, Gilles Pastor, baseado em A Tempestade de Shakespeare, integrando a programação do Ano da França no Brasil com apresentações em Salvador e Lyon. Também foi convidado para residência junto a Cia Artmacadam/França dentro do projeto Outras Danças, promovido pela FUNARTE e FUNCEB. Com esta companhia, participa desde 2004, junto ao Grupo X, como produtor, dançarino e coreógrafo do intercâmbio Euphorico, residência artística, alternadamente na França e na Bahia.

Edu O. estreou seu primeiro projeto coreográfico independente Judite quer chorar, mas não consegue! em Outubro de 2006. Tem sido convidado para apresentações, oficinas e congressos com temas relevantes em dança contemporânea, Arteterapia ou Dança Inclusiva, no Brasil e no exterior, tais como: (2009) Festival Internacional de Londrina (Paraná), I Seminário e Mostra Nacional de Dança-Teatro (Viçosa-MG), (2008) Oficina Nacional de Indicação de Políticas Públicas Culturais para Pessoas com Deficiência – FIOCRUZ e MINC (RJ); (2007) Projeto Danceability Brasil 2007/São Paulo do coreógrafo americano Alito Alessi para o espetáculo Joy Lab Research, Rencontres Chorégraphiques d’Autome au Pradet – l’Espace des Arts (Le Pradet/França), Théâtre de la Joliette La Minoterie (Marseille/França), I Congresso Latino-Americano e II do MERCOSUL de Arteterapia (Buenos Aires-Argentina) -Palestrante com a pesquisa O Corpo como metáfora; (2005) 1º Encontro de Arteterapeutas do MERCOSUL (RJ); (2004) Festival de Arte, Criatividade e Recreação na Ilha da Madeira Portugal; Faculdade de Motricidade Humana em Lisboa; Feira de Arte de Münster - Alemanha.




porque há poesia



"porque a poesia me cura do que não tem curaa poesia que vejo, a poesia que rio, a poesia que leio... porque em tudo há esta poesia que teima em não largar meus olhos." Edu. O.



Conheça mais sobre o artista e os seus trabalhos em:




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