MINHA FLORESTA

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MINHA FLORESTA - Simone Bichara


O silêncio da minha floresta
Assusta pela profundidade
Que toca e revela
A alma
Da escuridão da noite
Surgem estrelas guias...
A noite pari luzes que apontam os caminhos.
Seus rios
São veias que levam e trazem vidas
Estradas,
Que em suas correntezas
Carregam e espalham a esperança.
Na minha floresta
O silêncio
É a força que move
O ritmo da vida.

Homogênea vista de fora,
Específica e multimensional
Para quem a conhece.
Uma mandala de contrastes e harmonias.
Gira em tudo que há
Mistério e poder
Brilham na lua cheia
Tocando de magia
O coração de todo seu povo.
Minha floresta...

Mandala LIMOEIRO

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LIMOEIRO

Época boa pra plantá-la é na chuva.
Assim, já se mela com as lágrimas dos céus e cultiva a planta.
Tem origem lá na Ásia.
E apesar de passarinho não comer, faz bem pras asas...
O limão cura a gripe, o resfriado, paladar adocicado e até o opaco –
É só reparar seu verde que uiva.

Limoeiro é boa pro quintal, pro matagal
Pras lesmas nuas, pras feridas cruas e até para fustigar a solidão.
Companheiro melhor que um velho limoeiro, não tem não.
E o umbigo de um limão?
Pra quem não sabe, mora lá dentro uma rameira virginal.
Dessas, que têm as raízes na pureza e a superfície na leviandade.

A acidez da fruta pode até fazer chorar, mas as suas flores...
Ah, essas são de fazer amar!
Beleza maior que um limoeiro retorcido pelo o tempo
Como um sórdido ancião brigando com o vento
É difícil de encontrar...
Por vezes se encontra assim: deparado com a mandala e curando as mazelas que ganhamos- enquanto plantamos nossos limoeiros.


Daniella Paula Oliveira
Mandala: "Limoeiro" de Simone Bichara
Texto de Daniella Paula Oliveira
Projeto "A Mandala e a Palavra."

Amazônia... a Deus

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Keilah Diniz é cantora e compositora. É goiana de nascimento e acreana de coração.
Para apresentar o seu trabalho para os que ainda não a conhecem e para os que já a conhecem relembrar e sentir o seu canto, postarei um vídeo com a sua música “Amazônia... a Deus”. Belíssima letra, melodia
voz e uma nobre mensagem.
Espero que sintam e reflitam!


Música: Amazônia... a Deus

Keilah Diniz/Maués Melo/Edmilson Figueiredo

do CD Amazônia...a Deus/1998

Créditos do vídeo a Daniella Paula.

MODERNIDADE E POLÍTICA

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MODERNIDADE E POLÍTICA

Por Jane Maria Villas Boas


O mundo passou por uma crise financeira recentemente, está adentrando uma crise ambiental que cada vez mais se expressa com sinais fortes. Já há também registros, por parte de alguns pensadores, de que estamos passando por uma crise política. Para essa última ainda não há grandes debates e manifestações. Mas se prestarmos atenção, ela está no horizonte.

Quando a consciência de qualquer indivíduo se estende para a dimensão planetária dos problemas sociais e econômicos de nossa época, percebe que a superação deles está fora do alcance da intervenção individual de quem quer que seja.

Diante dessa descoberta qualquer um de nós pode ter duas atitudes. Uma, continuar com nossa vida nos alienando dessa informação, desistindo de fazer qualquer diferença real no mundo, ainda que só no nosso entorno, mas atormentados eticamente por termos escolhido a alienação. Outra, tentar construir, junto com outras pessoas, forças e instituições, algo que consiga impactar a origem e a dinâmica da crise para superá-la, debelá-la ou dar-lhe um rumo favorável à vida em nosso planeta. Sim, as crises podem resultar em coisas boas também.

Ambas as escolhas são atitudes políticas. É justamente a política que permite a construção de uma sociedade predominantemente justa ou de uma predominantemente injusta. É a política que pode por um país na vanguarda ou encarcerá-lo no arcaísmo civilizacional.

Cada época da história humana tem a política de seu tempo. Alan Touraine, no artigo “As três crises”, publicado no jornal El País em janeiro deste ano, diz que a ação política já não tem mais como objeto uma disputa de interesses entre grupos, mas a defesa de direitos de quem nos sucederá no planeta. Portanto, o sujeito da política, para Touraine, já não é mais uma categoria social, mas a própria humanidade. Edgar Morin, em recente livro chamado, em tradução livre, “Para sair do século XX”, fala da transição difícil entre um período temporal, toda sua construção cultural e um novo período temporal que traz novas perguntas ou até nova forma de perguntar e, portanto, a necessidade de novas respostas.

Esse é o momento em que vivemos. Nosso mundo está com seu sistema ecológico ameaçado pela intervenção humana. Nosso sistema de valores precisa pensar um novo tipo de solidariedade que possa responder a uma situação que ameaça a nossa espécie. Nosso modo de contar o tempo registra o início de novo ciclo de cem anos e certamente é necessário descobrir um novo jeito de responder a perguntas como “de que jeito podemos continuar vivendo juntos neste planeta”?

Por tudo isso me causou estranhamento o artigo do professor Marcos Inácio intitulado “A direita veste verde”, publicado no jornal Página 20. Nas últimas décadas do século passado, quando um grupo de sindicalistas apoiados por acadêmicos perceberam que o sistema bipartidário não respondia mais às necessidades de expressão política de significativa parte da população, o líder da iniciativa, chamado Lula no meio sindical, foi acusado de ser divisionista, de fazer a política da ditadura militar por estar enfraquecendo a frente de oposições que se abrigava no então MDB. E hoje sabemos, era legítimo. Havia mesmo a necessidade de um novo espaço de atuação política. Uma paixão social estava procurando canal de expressão, havia uma força movida a sonhos de liberdade que não tinha seu lugar no cenário nacional. Tudo isso com uma dimensão que não cabia mais no arranjo político que se abrigava sob a sigla MDB, que era quem enfrentava a ditadura e seu partido político cuja sigla era ARENA.

Hoje, final da primeira década do século XXI, no momento em que temos pela frente a necessidade de repensar tantas coisas como as bases materiais da produção e do consumo, a noção de desenvolvimento em si, os modelos de urbanismo, a destinação de todos os resíduos não só industriais mas também os domésticos, o uso do solo e da água, é hora de acusações contra quem resolveu falar disso para o país em uma eleição presidencial?

Negar o lócus político para quase 20% de eleitores que se identificaram com uma mensagem que fala de nova forma de fazer política e de novos valores na gestão da coisa pública, que resgata o conceito de atitudes republicanas, que enfatiza o respeito pelo bem público, que alerta para o esgotamento dos recursos que sustentam a existência material da humanidade, é democrático?

Insinuar associações com raízes históricas do nazismo e do fascismo em suas versões tupiniquins na apresentação de um projeto de país que considere todas essas questões apontadas, é ser justo?

Não tolerar a coerência da trajetória política de alguém que apenas continua uma história, uma proposta, um desejo coletivo que começou aqui mesmo no Acre, com a recusa de se deixar ser tratado como mera fronteira agrícola e brigou para ser a terra da florestania, sob liderança de um seringueiro que viveu uma paixão cívica até a morte por assassinato, é ter uma visão da política adequada ao tempo presente?

O Acre, nos últimos 20 anos construiu as bases conceituais e materiais de uma outra percepção da dimensão econômica da vida. O grupo que renovou e transformou a dinâmica social dessa unidade da federação brasileira o fez através da política. Uma política que convidava as pessoas a afastar o olhar de sua perspectiva usual das coisas e a ousar pensar de outra forma. Uma política que alimentou a capacidade da população local de resistir aos projetos de poderosas forças sociais, econômicas e políticas vindas do centro sul do país. Uma política que resgatava a dignidade e a respeitabilidade dos humildes dessa terra: os ribeirinhos, os seringueiros, os índios, os despossuídos das periferias de Rio Branco. Uma política que enfim chegou às prefeituras e ao governo do Estado e colocou o Acre no mapa da nação com outra imagem. E agora está declarado que o processo para por aqui?

Marina esteve na origem de tudo isso atuando e aprendendo com Chico Mendes. Foi para Brasília com a missão de representar um estado que era tratado na imprensa nacional como fonte de más e escandalosas notícias. Tinha a missão também de dar ao país a notícia de que aqui não serviam os modelos burocráticos de reforma agrária utilizados em outras regiões do país. De que no Acre o desenvolvimento considerava também a justiça social e o uso inteligente e avançado dos recursos naturais de nosso pequeno território e, portanto aqui não se faria sem controle a substituição de uma rica e desconhecida biodiversidade por uma monocultura arcaica. Que no Acre a população queria pensar, elaborar e escolher sua forma de construir uma economia adequada ao tempo presente.

Marina cumpriu fielmente seu papel. Essas notícias encantaram não apenas o país, mas transbordaram para o planeta. O sistema ONU a reconheceu como campeã da terra. Monarquias européias a premiaram. Fundações americanas lhe reconheceram a luta incansável pelo planeta. A poderosa imprensa americana dedicou-lhe páginas e páginas elogiosas e o seríssimo “The Guardian” da Inglaterra a apontou como uma das 50 pessoas que podem ajudar a salvar o planeta. E, há menos de um mês atrás, com um partido pequeno, com 1 minuto e 23 segundos de programa eleitoral na TV, com a menor arrecadação dentre os três principais candidatos, com os institutos de pesquisa subtraindo do público a informação de seu real percentual de intenção de votos, com todas essas circunstâncias desfavoráveis, foi escolhida por quase 20 milhões de brasileiros para receber o voto para Presidente do país.

Ao sair do PT Marina o fez de forma democrática, conversando com os dirigentes nacionais e locais. Não ficou convidando ninguém para acompanhá-la no novo partido. Muitas pessoas o fizeram, mas por iniciativa própria. No processo eleitoral do Acre teve a generosidade de compreender a posição dos líderes petistas dentro da Frente Popular, que não a apoiaram, e não só declarou voto como fez campanha por eles. Perguntada por repórteres da grande imprensa brasileira se ficava triste com sua votação em seu estado, teve a elegância de dizer que do povo do Acre ela não cobra nada, apenas agradece.

E tudo que o professor Marcos acha é que essa trajetória se deu até aqui, dentro do mais estrito rigor ético, para cumprir o papel de força auxiliar do PSDB e atrapalhar a festa da candidata Dilma logo no primeiro turno?

Acho que precisamos rapidamente nos preparar para uma quarta e terrível crise, que infelizmente começará também aqui, em algumas cabeças no Acre: a crise de percepção.

Jane Maria Vilas Bôas é antropóloga e membro da assessoria da senadora Marina Silva (PV-AC)

AMIGA MARINA

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Marina é a mesma pessoa desde sempre. O poder, a fama não envaideceram seu nobre e justo coração.Cresceu em conhecimentos, aprendeu milhões de coisas novas, assim como viveu incontáveis experiências; conheceu centenas de lugares e milhões e milhões de pessoas em todo o mundo, mas sua essência é a mesma. Tem a missão de despertar o Brasil e o mundo para a necessidade e urgência de implantarmos um modelo de vida sustentável em todos os sentidos.Filha da floresta, nasceu e cresceu dentro da Amazônia e é daqui que vem sua força e inspiração.Ela nos orgulha como cidadã do mundo e como acreana. É um exemplo de dignidade, sabedoria, competência e doçura.É hoje, ao lado de Chico Mendes, o nosso maior orgulho! Amiga Marina, nós confiamos e amamos você. Seu trabalho não pára com o fim das eleições. Sabemos que sua militância por um Brasil Sustentável continua e, junto com você, vamos todos nós que sonhamos, acreditamos e queremos um mundo melhor!

A VISÃO DE SAI BABA SOBRE 2012

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Muitas profecias existem sobre o ano de 2012. Inúmeros sábios e mestres já fizeram e fazem previsões sobre esse ano. Existem centenas de crenças sobre ser 2012 o Fim do Mundo. São profecias mal explicadas e equivocadas, assim, como difundidas distorcidamente e que causam medo e pânico à população.
O mestre indiano Sai Baba fala sobre 2012 e sua interpretação, assim como a de muitos outros sábios, videntes e mestres iluminados, não prevê o Fim do Mundo, mas o início de uma Nova Era na Terra - Uma Era de mais amor e harmonia,e para que ela se estabeleça, transformações profundas estão ocorrendo em todo o planeta e no corações da humanidade. Eu também creio assim!
Leia o texto abaixo.
Simone Bichara


A VISÃO DE SAI BABA SOBRE 2012

P : Ouviu falar de 2012 como um ano em que algo ocorrerá?

R: Os mais negativos pensam que nesse ano o mundo termina, mas isto
não é real, neste ano
começa a Era de Aquário. (...) Na verdade este planeta está sempre
mudando a sua vibração, e estas
mudanças intensificaram-se desde 1898, levando a um período de 20 anos
de alterações dos pólos magnéticos que não ocorriam há milhares de
anos. Quando ocorre uma mudança do magnetismo da terra, surge também
uma mudança de consciência, assim como uma adaptação física à nova
vibração. Estas alterações não acontecem apenas no nosso planeta, mas
em todo o universo, como a ciência atual tem comprovado. (...)

Esta alteração magnética se manifesta como um aumento da luz, um
aumento da vibração planetária.

Para entender mais facilmente esta questão, é preciso saber que a
vibração planetária é afetada e intensificada pela consciência de
todos os seres humanos. Cada pensamento, cada emoção, cada ser que
desperta para a consciência de Deus, eleva a vibração do planeta.
Isto pode parecer um paradoxo, uma vez que vemos muito ódio e miséria
ao nosso redor, mas é assim mesmo.

Venho dizendo em mensagens anteriores que cada um escolhe onde colocar
a sua atenção. Só vê a escuridão aqueles que estão focados no drama,
na dor, e na injustiça. Aquele que não consegue ver o avanço
espiritual da humanidade, não tem colocado a sua atenção nesse aspecto.

Porém se liberar sua mente do negativo, abrirá um espaço onde sua
essência divina pode manifestar-se, e isto certamente trará o foco
para o que ocorre de fato neste momento com o planeta e a humanidade.
“Estamos elevando a nossa consciência como jamais o fizemos”.


P :Mas como? Não percebe a escuridão?

R : Sim a vejo, mas não me identifico com ela, não a temo. Como posso
temer a escuridão se vejo a luz tão claramente? Claro que entendo
aqueles que a temem, porque também fiquei parado nesse lugar onde
apenas via o mal. E por esta razão sinto amor por tudo.

A escuridão não é uma força que obriga a viver com mais ruindade ou
com mais ódio. Não é uma força que se opõe à luz. É ausência da luz.
Não é possível invadir a luz com a escuridão, porque não é assim que
o principio da luz funciona. O medo, o drama, a injustiça, o ódio, a
infelicidade, só existem em estados de penumbra, porque não podemos
ver o contexto total da nossa vida. A única forma de ver a partir da
luz é por meio da fé. Assim que aumentamos a nossa freqüência
vibracional (estado de consciência), podemos olhar para a escuridão e
entender plenamente o que vivemos.


P : Mas como pode afirmar tudo isso, se no mundo existe cada vez mais maldade?

R : Não há mais maldade, o que há é mais luz, e é sobre isso que falo agora.

Imagine que você tem um quarto, ou uma despensa, onde guarda suas
coisas, iluminado por uma lâmpada de 40W. Se trocar para uma lâmpada
de 100W, verá desordem e um tipo de sujeira que você nem
imaginava que havia no local.

A sociedade está mais iluminada. Isto é o que está acontecendo. E
isto faz com que muitas pessoas que lêem estas afirmações as
considerem loucura.

Percebeu que hoje em dia as mentiras e ilusões são percebidas cada vez
mais rapidamente? Bom, também está mais rápido alcançar o
entendimento de Deus e compreender a forma como a vida se organiza.

A nova vibração do planeta tem tornado as pessoas nervosas,
depressivas e doentes. Isto porque, para poder receber mais luz, as
pessoas precisam mudar física e mentalmente. Devem organizar seus
quartos de despejo, porque sua consciência cada dia receberá mais luz.
E por mais que desejem evitar, precisarão arregaçar as mangas e
começar a limpeza, ou terão que viver no meio da sujeira.

Esta mudança provoca dores físicas nos ossos, que os médicos não
conseguem resolver, já que não vêem uma doença que possa ser
diagnosticada. Dirão que é causado pelo estresse. Porém isto não é
real. São apenas
emoções negativas acumuladas, medos e angústias, todo o pó e sujeira
de anos que agora está sendo visto para ser limpo.

Algumas noites as pessoas acordarão e não conseguirão dormir por algum
tempo. Não se preocupem. Leiam um livro, meditem, assistam TV. Não
imaginem que algo errado ocorre. Você apenas está assimilando a nova
vibração planetária. No dia seguinte seu sono ficará normal, e não
sentirá falta de dormir.

Se não entender este processo, pode ser que as dores se tornem mais
intensas e você acabe com um diagnóstico de fibromialgia, um nome que
a medicina deu para o tipo de dores que não tem causa visível. Para
isto não existe tratamento específico – apenas antidepressivos, que
farão com que você perca a oportunidade de mudar sua vida.

Uma vez mais, cada um de nós precisa escolher que tipo de realidade
deseja experimentar, porém sabendo que desta vez os dramas serão
sentidos com mais intensidade; assim como o amor. Quando aumentamos a
intensidade da luz, também aumentamos a intensidade da escuridão, o
que explica o aumento de violência irracional nos últimos anos.

Estamos vivendo a melhor época da humanidade desde todos os tempos.
Seremos testemunhas e agentes da maior transformação de consciência
jamais imaginada.

Informe-se, desperte sua vontade de conhecer estas questões. A
ciência sabe que algo está acontecendo, você sabe que algo está
acontecendo. Seja um participante ativo. Que estes acontecimentos
não o deixem assustado, por não saber do que se trata.
SATYA SAI BABA
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MISTÉRIOS DA VIDA

É um mistério a vida
É uma arte viver
Adquirir a maestria de Ser, Existir
Passar por este mundo
É uma luta de polaridades
Algo nos leva pro alto
Algo nos puxa pra baixo
Há em nós o “céu” e o “inferno”
A luz e a sombra
A alegria de Ser e a dor do Querer
Tudo é muito simples
Insistimos em complicar
A arte de ser estar em nós
A maestria de praticá-la faz parte do caminho
Caminho ás vezes tortuoso, inundado, coberto de cipós
Caminho muitas vezes animado por flores,passarinhos,
Canções anjos e borboletas coloridas!Caminho mesclado,composto,permeado de sombras,mas também de luzes
A busca da síntese é a grande porta
Vivermos o ego e o self
Sabermos ouvir,mas também falar
Amarmos a terra caminhando pro “céu”
Sabendo que tudo é relativo, dialético.
Cada um é único
Nada é absoluto
Somos pó
Somos estrelas
Somos o não
Somos o sim
Somos os frutos do amor da Deusa
Herdeiros da criação
Por essência somos síntese
Por natureza somos duais
Somos o início ,o meio e o fim de nós mesmos
Somos os instrumentos da Existência
Somos o sono Divino
Sonhamos
Amamos
Cantamos...
E sendo assim,
Assim, também somos:
O barulho
O medo,
A luta,
A dor,
A divisão.
Somos o Um e o Todo
Somos?
Sim!
Então vamos em frente
A viagem é muito longa
E um dia teremos que chegar
Aonde?
Em nós...
No nosso silencio,
No nosso Sim,
No Divino e Humano em Nós.
Na Síntese...

Simone Bichara - Brasília, 1990

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