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MANDALA - RODA DE CURA, CÍRCULO DE PODER


Mandala significa centro, circunferência ou círculo mágico.
Jung associava a mandala com o self, o centro da personalidade como um todo. As mandalas servem como um mapa da realidade interior que orienta e sustenta o desenvolvimento psicológico daqueles que desejam progredir na consciência espiritual. É um poderoso instrumento visual que provoca visões, concentração e meditação.
Tradicionalmente, as mandalas servem como instrumento de meditação que intensificam a concentração no eu interior, a fim de levar a pessoa a atingir experiências significativas.
A mandala sugere mistérios que podem fazê-la parecer exótica, confusa ou difícil. Na verdade, é tão simples quanto uma brincadeira de criança.
A mandala nos ajuda a recorrer a reservatórios inconscientes de força que possibilitam uma reorientação para o mundo exterior, é um veículo para o autodescoberta.
Quando criamos uma mandala geramos um símbolo pessoal que revela quem somos num dado momento. O círculo que desenhamos contém – e até atrai, partes conflitantes da nossa natureza, por isso o ato de desenhar mandala produz uma inegável descarga de tensão. É como se fosse um mapa da realidade interior que nos orienta e sustenta o desenvolvimento psicológico se queremos progredir na consciência espiritual.
As cores e os símbolos, assim como as formas geométricas expressam nas mandalas, os nossos mais íntimos pensamentos, sentimentos, desejos e intuições.
As mandalas são janelas e portas para nosso mundo profundo. Ajudam a manter as coordenadas na busca e trilha do caminho espiral da individuação.
São rodas mágicas, alegres, fortes, suaves, às vezes confusas; São momentos aprendidos, são espelhos do nosso caminho, são flores do nosso Eu interior.
São formas que representam unidade, organização e harmonia.
Desde a antiguidade, os orientais, principalmente os tibetanos, desenham e pintam mandalas.
Simone Bichara

MANDALA 'FUNDO DE RIO'

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FUNDO DE RIO



Peixes, folhas, pedras, raízes, galhos, areia
Molhados, lacrimejados, lubrificados, fertilizados...
Fundo de Rio. Sexo de Rio. Cabeça de Rio. Vida de Rio.
Calmaria no cio.
Pneus, lixos, cacos, acasos, farrapos, restos
Fracos, insensatos, indelicados, estilizados...
No fundo do Rio. Na tristeza do Rio. Na luta do Rio.
Profundo vazio.

Iaras, Oxuns, Segredo, Mistério, Taciturno, Colorido
Caleidoscópio, Mandala, Alma, Divino...
Lá no fundo de Rio. Bem dentro do Rio.
Flores brotam... a fio.

Daniella Paula Oliveira - Outubro/2010

DEEKSHA - BÊNÇÃO DA UNIDADE

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DEEKSHA - BÊNÇÃO DA UNIDADE


A Diksha é uma energia de natureza sutil e transformadora que aciona um processo paulatino de despertar da consciência para o estado de unidade, permitindo o aprofundamento nas relações consigo mesmo, com os outros e com a vida.
Essa energia é transmitida com um toque das mãos de um Diksha Giver diretamente na cabeça do receptor.
A Oneness Diksha aciona uma transformação no funcionamento do cérebro na área de percepção sensorial onde se processam emoções de toda ordem como ódio, medo, compaixão, amor, alegria, criatividade e aprendizagem, fatores que conduzem a pessoa pelas experiências da vida. Como resultado a Diksha faz ativar áreas no cérebro que promovem a mudança e a ampliação na percepção.
Aflora o potencial da inteligência humana trazendo mais consciência. Como também, ajudando a pessoa a desenvolver-se mais plenamente nos aspectos de sua vida que necessitam ser dinamizados. A Diksha capacita a lidar com as experiências da vida de uma maneira naturalmente prática e assertiva, vislumbrando mais claramente a sua própria rota para o sucesso e a prosperidade.
Efeitos da Diksha
A Diksha é experimentada de forma muito particular e cada pessoa vive o seu próprio processo. Em alguns casos, pessoas que receberam Diksha sentiram pressões na cabeça, sensações no corpo, afloraram sonhos, recordações e emoções passadas. Outros contam que sentiram um profundo bem estar, outros ainda tiveram insights altamente reveladores e uma nova compreensão do próprio processo pessoal.
Como se sabe, é milenar a afirmação de sábios, mestres e, atualmente, de cientistas da área de neurociência, que é no cérebro que ocorre a mudança para se atingir o despertar ou o pleno desenvolvimento de potencialidades humanas.
Nesse sentido é que Sri Bhagavan, fundador do Onenes Movement, afirma que a Diksha é um fenômeno neurológico porque ela atua no cérebro na região dos lóbulos parietais e frontais.
Os lóbulos parietais são responsáveis pela orientação espacial e pelas sensações, incluindo a de estar separado de todas as coisas. Nos seres humanos, os parietais estão hiperativos e, portanto, dificultam o sentimento de pertinência, paz e Unidade. Os lóbulos frontais são responsáveis, entre outras funções, pela produção de hormônios como, por exemplo, a oxitocina, a dopamina e outros que são os hormônios da compaixão, do prazer e da alegria. Atualmente, os lóbulos frontais estão pouco ativos no ser humano.
A Diksha atua, portanto, harmonizando as funções do cérebro, o sistema límbico, o neocórtex e a medula oblonga, chamada de esfera do criador. É a energia que trabalha incondicionalmente e silenciosamente sem que a pessoa esteja consciente dela.

EM DIAS AMAZÔNICOS...

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O dia amanhece tipicamente amazônico... Chove como se a terra precisasse ser lavada veementemente. O tempo está escuro, fechado como um buraco negro. Às vezes, tenho a impressão de que o mundo vai diminuindo quando as forças das águas assolam minha terra perdida no coração da maior floresta do planeta. Em dias assim, a vida muda seu ritmo, tudo fica mais calmo, as pessoas mais yin, mais molinhas, como se o coração se recolhesse para um mergulho mais profundo dentro de si. Em dias assim, paramos para pensar e refletir vagarosamente, pois o tempo torna-se um aliado dos homens. Não há muito que se correr. A chuva brincalhona faz alarde com seus grossos pingos prateado; juntos, a lama, o barro vermelho e liso, a falta de saneamento adequado para esta região, o frio, o silêncio, todos num grande círculo de cumplicidade conspiram a favor da introspecção – da busca interior. Bem, já que o dia acontece vagarosamente, também vou junto nesse embalo gostoso. De embalo em embalo vamos caminhando, seguindo o rumo que a Existência nos proporciona.
Aprendi que depois da tempestade, por mais demorada que seja o sol sempre aparece radioso e soberano. Cada dia é um dia, é único, incomparável. O amanhã é agora, aqui, hoje! Tenho aprendido o valor do viver intensamente os momentos; tenho aprendido a confiar na força poderosa do tempo; venho aprendendo a me conhecer um pouquinho melhor; venho conquistando um espaço maior dentro de mim, um espaço onde me cabe com minhas alegrias e dores, um lugarzinho onde eu possa me receber e me acolher com carinho e zelo.
Viver é verdadeiramente a maior arte! Somos por tanto, artistas desde a hora em que nascemos até a passagem para a vida espiritual. O grande aprendizado se dá à medida que vamos aperfeiçoando-nos na arte de viver. Não o viver por viver, mas o viver real, onde nossas vidas se tornam templos de alegrias, harmonia e criatividade; onde o nosso existir torna-se um elo de comunhão com a terra, com a natureza e os homens; e cada segundo se faz eterno e pleno de nós mesmos. Viver é compreender o sentido maior da vida, é sentir que a nossa essência verdadeira é espiritual e absoluta.
Em dias assim, as reflexões e as lembranças ocupam os pensamentos. O tempo perde sua dimensão e viajamos pelos espaços afora, revivendo os tempos em que nossos corações só sabiam amar e apreciar todos os instantes de vida – nossos tempos de infância, os quintais floridos, a chuva caía arrastando do alto as mangas saborosas; tudo era festa, as noites de lua cheia; o período de festa junina, as brincadeiras de roda, as estórias de assombração. A poesia vivia solta no ar, tudo encantado, alegre, vivo... A gente foi crescendo, assumindo compromissos, sendo ‘obrigados’ a correr, sobreviver, e o dia-a-dia foi ficando árduo, chato; perdemos o sentido maior da vida, esquecemos nossas raízes e por tanto quem somos; preenchemos nosso ser de tantas coisinhas que substituem o alimento verdadeiro para nossas almas – um espaço que nos caiba por inteiro, assim, do jeito que somos.
Mas, em dias como o de hoje, a luz cede espaço para as sombras das nuvens negras no céu da nossa terra. Silêncio, casa, impossibilidade de sair, ir pro mundo, correr... O mergulho quase obrigatório... Que bom! Tomara que cada um aproveite esses dias! Espero que seja bom para todos, os dias de chuva forte e de movimento lento. Desejo que cada um possa fazer o mergulho, olhar para si e perceber o que está faltando para ser um pouquinho mais feliz.

Simone Bichara



Amor e Perdão

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Amor e Perdão

Perdôo-me pelas feridas que abri nos avessos das minhas veias.
Pois o amor costurou com linhas coloridas as gotas de sangue. Agora, correm nos meus vasos sanguíneos flores de todas as cores, arco-íris e perfumados odores.
Perdôo-me pelas as ausências que deixei permearem as minhas entranhas, ao pedir preenchimentos exteriores; pois o amor já me mostrou com compaixão que preenchimento é interno e o vazio também é emoção.
Perdôo-me por voltar meu barco ao ancoradouro, mesmo quando o mar estava receptivo e a tempestade distante. O amor me ensinou que os ventos favoráveis vêm da minha coragem em embarcar.
Perdôo-me pelas angústias causadas aos meus olhos. O amor já limpou o sal e deixou o brilho.

Já me perdoei dos rasgos que me fiz enquanto buscava na frívola madrugada ser feliz.
O amor foi reconstituindo o meu motriz e me dando forças para ir além do que qualquer situação condiz.
Perdoei os meus enganos quando amei todos os meus erros.
Amei as minhas falhas quando perdoei as minhas faltas.
Perdoei as falácias abadias, pois o amor é um epodo que deixa tudo ritmado nas minhas poesias.

Perdôo-me pelas máscaras que cravei na face.
O amor hoje as tira com delicadeza e cura as cicatrizes com maestria; mostrando-me nua a quem quer que seja.
Perdôo-me pelas lutas que travei comigo mesma.
O amor já enobrece e a luz da paz prevalece.
Perdôo-me pelas ilhas que construí em meio aos mares de alegrias.
O amor quebrou os muros e intercalou as pontes.
Perdôo-me pelo sentimento que confundi com amor e criei, e que em tormento o transformei. Pois o amor agora é real e o real não pode ser ameaçado, e toda dor é passado.

Na medida em que amo, perdôo. E como pássaro em pleno vôo, jogo-me no abismo da vida, confiante que lá embaixo existem todas as cores matizadas de luz a me amparar.
Busco no néctar do perdão o alimento sagrado do amor. E na graça do amor a capacidade infinda de perdoar.
E se hoje brota lírios em meu coração e se desfiz de mim para ser Eu, é porque o amor vive em comunhão com o perdão. E a leveza de ter ambos me corrige a postura e me aflora à emoção.

Perdôo-me por ainda fatigar-me a viver, pois o amor tem me ensinado que a existência só pulsa animosa para àqueles que, durante o percurso, mesmo sob o cansaço, exala as cores da mandala e o círculo da vida; o verso do silêncio e a canção da cura; a mudez da palavra e a essência da Criatura.

Daniella Paula Oliveira

A SOMBRA FAZ PARTE DE NÓS

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A SOMBRA FAZ PARTE DE NÓS – Por Márcia de Luca.
ACEITAR QUEM SOMOS POR INTEIRO É O CAMINHO PARA A PAZ DE ESPÍRITO.

Nossa sombra existe e faz parte de nós. Essa dualidade é intrínseca ao nosso ser e apenas quando abraçamos sem medo e sem vergonha é que encontramos o equilíbrio em nossa vida.Esse é o caminho do meio: nem tanto ao mar, nem tanto à terra.
Vivemos em uma sociedade que determina padrões de comportamento, que nos dita regras e nos impõe determinadas atitudes, mesmo que nos façam mal. Já temos gravadas em nossas células a memória de que o lado escuro de nossa personalidade não deve ser aceito. Nos envergonhamos dele e tentamos de todas as maneiras cancelar sua existência inevitável em nossa personalidade. Dos pares de opostos que habita em nós – luz e sombra, divino e diabólico , santo e profano – tentamos fingir que só o que é bom existe.
É hora de se rebelar contra essa ditadura. De inovar, recriar nossa vida. Que tal adotar um modelo segundo o qual sentimos à vontade com quem somos, aceitamos nossa personalidade como ela é? A aceitação total de nossa sombra automaticamente nos faz aceitar a sombra das pessoas à nossa volta, ou seja, nos torna mais compassivos. Começamos a olhar para os fatos sem julgamentos e sem críticas. Nos conscientizamos que a dualidade é natural e universal.
Assim, o turbilhão de nossos pensamentos vai gradativamente diminuindo, a mente se aquieta, fica mais calma e tranqüila. Aos poucos abrem-se espaços entre os pensamentos para que possamos seduzir nosso espírito e ouvir as mensagens inspiradoras de nossa alma. Vamos resgatando o melhor de cada um de nós.
Não é irônico? Exatamente quando fazemos as pazes com nossa sobra é que nos tornamos mais iluminados. A verdade é que precisamos ser humildes o suficiente para aceitar que o que recebemos do universo é perfeito. E, então, devemos começar a explorar as infinitas possibilidades de crescimento e de desenvolvimento que existem por trás de cada adversidade.
No momento em que aceitamos nossa dualidade, começamos a sentir o estado de paz interior. Paz por ser e não por ter.. O ter é sempre conseqüência do ser – e, quanto mais formos, mais teremos. Isso porque nos conectamos com o imenso poder da natureza e trazemos a nós a abundância que nele existe. Nosso corpo passa a produzir substâncias como serotonina e dopamina, que vão aumentar nosso bem-estar e promover saúde. Nosso sistema imunológico se eleva, e o índice de doenças diminui.
Ao aceitar nossa sombra, eliminamos o sentido de separação que gera toda a infelicidade humana. Voltamos a ser íntegros e a viver na totalidade do nosso ser.
*Márcia de Luca é fundadora do CIYMAM – Centro Integrado de Yoga, Meditaçao e Ayurveda (SP).

O POVO BRASILEIRO NÃO MERECEU MARINA SILVA

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Marina é uma luz, uma força, a beleza que veio da floresta; digna como as árvores, firme com a terra, generosa como as águas, Marina representa a força da natureza, a força da Amazônia.Infelizmente o Povo Brasileiro ainda não está merecendo Marina Silva. Quem perdeu formos nós...Marina é uma vitoriosa.Já nasceu para 'brilhar'! Sem apoio dos grande caciques da política nacional, sem ricos empresários apoiando sua campanha, sem fazer troca de favores inescrupulosos e com apenas um minuto para expor suas propostas no Programa Eleitoral, teve vinte milhões de votos.É uma guerreira que vem vencendo todas as barreiras que se apresentam em sua vida.Filha da floresta, alfabetizada pelo Mobral aos 16 anos, Marina trilha há trinta anos, um caminho político onde não se deixou corromper pelo poder e nem pelo dinheiro. Humilde, justa, sábia, competente, leal ao seu povo e aos princípios do amor e da justiça; dona de uma visão ampla, inteligente e grandiosa sobre o futuro; uma vida dedicada ao desenvolvimento sustentável dos recursos naturais do planeta, Marina vem sendo o melhor exemplo que todos nós devemos seguir.

Sonhei com Marina no segundo turno e 'trabalhei' pra isso acontecer...Mas ainda não foi dessa vez. Apesar da alegria que sentir por Marina ter uma votação expressiva, chorei ao saber que meu povo, o povo do Acre votou em Serra. Nesse dia, eu que sempre senti orgulho de ser acreana, que sempre falo da minha terra para os quatro cantos por onde ando, senti vergonha de dizer que o Acre não apoiou sua filha mais ilustre - essa seringueira que está entre as cinquenta pessoas que podem ajudar a salvar o planeta. O mundo reconhece Marina, o Brasil de certa forma a reconheceu e o seu povo, o povo da floresta não a reconhece como uma pessoa que é fundamental ao país nesse momento, não só ao Brasil mas ao Mundo. Marina é diferente em tudo! Sua nobreza comoveu vinte milhões de eleitores! Sua competência e importância comove pessoas em todo o planeta...e no Acre - foi traída! Isso me dói profundamente....Mas sei que a ignorância ainda é uma das maiores condenações da humanidade.Nos perdoe, Marina..
Meu amor e minha gratidão por tudo que você É e FAZ!
Simone Bichara

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