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EXPOSIÇÃO DE ARTES PLÁSTICAS - CÍRCULOS FLORESTAIS
Da artista plástica Simone Bichara
Galeria do Sesc Centro - Rio Branco/Acre
Período - 04 a 24 de abril


CONVITE DA EXPOSIÇÃO CÍRCULOS FLORESTAIS

                                 
                                         FOLDER DA EXPOSIÇÃO CÍRCULOS FLORESTAIS




FOLDER - PARTE DA INTERNA DO FOLDER DA EXPOSIÇÃO CÍRCULOS FLORESTAIS

Críticas interativas

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Simone Bichara e sua arte no Jam session open air de Montreux

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MANDALAS DA FLORESTA NA EUROPA

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MANDALAS DA FLORESTA EM MONTREUX,GENEBRA E LONDRES.OUT.13

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Exposições das Mandalas da Floresta na Europa. Na Suíça participei do Festival em Montreux - Jam Session Open Air du Montreux. Também fiz uma Mostra na casa do cônsul adjunto do Brasil em Genebra,num coquetel apenas para convidados. Em Londres também foi feito uma Apresentação das Mandalas para um público selecionado Um mês viajando pela Europa foi importante não só para Realizar minhas Exposições, mostrar meus trabalhos e conhecer o mercado das artes plásticas, museus e galerias,mas para fazer contatos e agendamentos de exposições futuras,bem como, conhecer curadores interessados em pegar minhas obras para negociar com galeristas. Importante também perceber o quanto o europeu valoriza todos os tipos de artes. Os museus e as galerias são sempre lotados por pessoas de todas as idades que vão ali prestigiar a arte do mundo inteiro.Foi muito especial poder sair do Acre e chegar à Europa levando as Mandalas da Floresta com seus coloridos alegres,suas formas indígenas, caboclas e florestais.





Exposição Mandalas da Floresta em Manaus

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Um super agradecimento ao povo de Manaus, que tão carinhosamente nos recebeu e apreciou as Mandalas da Floresta.
É com alegria que a artista Simone Bichara fecha mais uma bela exposição; cuja importância, por se tratar do coração da Amazônia, não se relata em palavras.
Que as mandalas que ficaram possam levar sempre o frescor e a força da mata acreana, bem como, a grandeza que a verdadeira arte é capaz de tocar, todas as vezes que apreciada.
Compartilhamos com vocês uma das reportagens que saiu em jornal local sobre a exposição e um vídeo gravado pelo Amazon News no dia do vernissage.

Muito obrigada e até a próxima!

Produção Mandalas da Floresta.



Para ver o vídeo, clique no link abaixo:

Publicado em Quarta, 03 Julho 2013 08:49 | Escrito por Gustav Cervinka
Esta é a primeira vez que as mandalas amazônicas chegam à capital amazonense – foto: Divulgação
Esta é a primeira vez que as mandalas amazônicas chegam à capital amazonense – foto: Divulgação

O universo amazônico e indígena, bem como os mundos africano e oriental estão devidamente representados nas pinturas da artista plástica Simone Bichara, natural do Acre, que traz pela primeira vez a Manaus uma exposição de suas obras. Ao todo, 30 quadros (que variam de 40 centímetros a 1 metro de diâmetro) vão compor a mostra “Mandalas da Floresta”, a partir desta quarta-feira (4), no Instituto Cultural Brasil Estados Unidos (Icbeu).

Embora seja aferido o nome “mandala” às obras de Bichara, a artista afirma que o termo é passível de equívocos interpretativos. “Meu trabalho é baseado em círculos. Sempre gostei disso. Mas o conceito foge ao padrão do que é uma mandala tibetana, uma vez que meus trabalhos são indígenas, apresentam temas amazônicos, etc. Já até tentei mudar isso para evitar distorções de interpretação, mas não consegui. O fato é que as pinturas vão além das mandalas, mas também carregam o aspecto holístico, tem a ver com energia do bem”, diz.

As obras de Simone Bichara revelam o envolvimento da artista para as questões que envolvem suas próprias raízes. Nascida em Rio Branco, capital do Estado do Acre, Bichara também é descendente de sírio-libaneses e, por isso, é possível identificar elementos nas suas representações coloridas que denotam essas influências de origem e pertencimento.

 “Além das mandalas, também faço vitrais e mosaicos. Mas até mesmo nas pinturas é possível perceber que existem mosaicos inseridos nela”, exemplifica quão abrangente são suas manifestações artísticas.

EXPOSIÇÃO MANDALAS DA FLORESTA EM MANAUS

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SOBRE A ARTISTA PLÁSTICA SIMONE BICHARA

Por Daniella Paula Oliveira - Escritora, professora e produtora cultural


 “... Quando a floresta primordial visitar os seus olhos
Permita que ela adentre em sua alma
Que os seus cipós se retorçam em suas entranhas
Suas raízes se emaranhem em seus sentidos
Suas cores desnudem suas fraquezas
E seu forte verde refaça sua coragem.
Permita que o mesmo mistério que vibra nos íntimos das selvas
Ressoe no seu espírito.
Abra os olhos e silencie a mente...
Pois eis a oportunidade.”



 Natural de Rio Branco, Acre, a artista inicia sua produção artística na década de 1980, quando, a trabalho pela Comissão Pró-Índio/AC e FUNAI, convive constantemente com os índios, seringueiros e ribeirinhos da sua terra.
Produzindo nesta época algo para si ainda desconhecido, imaginando pintar o sol como os índios viam, Simone rabiscava e matizava em papel, traços originais e circulares, nas aldeias e acampamentos dentro das matas amazônicas.
Quando uma amiga elogiou as suas belas mandalas. Foi então, que conhecendo o significado e a simbologia dessa arte milenar, passou a produzir essas circunferências mágicas, onde, embora a origem seja oriental, a artista, dona de uma brasilidade incontestável em obra e personalidade, cria uma nova conotação para os seus círculos, transformando-os em uma verdadeira e monumental obra de arte brasileira, amazônica, universal.
Realizando a sua primeira exposição em 1992, na Fundação Cidade da Paz, em Brasília/DF, como conclusão do curso de Formação Holística de Base, Simone Bichara consolida uma trajetória que a elevará a uma das mais originais artistas plásticas da atualidade.
Tem suas obras vendidas a apreciadores de arte nos Estados Unidos, Espanha, França e Uruguai. No Brasil, especialistas, intelectuais e artistas de renome são unânimes em reconhecer na obra de Simone Bichara uma revelação da autêntica beleza da arte.
Expôs em diversos Estados brasileiros, sendo selecionada, em maio de 2012, pela Secretaria de Intercâmbio e Difusão Cultural do Ministério da Cultura, a viabilização da mostra na Livraria Cultura de Recife/PE. Recentemente recebeu convite para expor no Festival Jam Session Open Air Montreux, Suíça, e, em Londres, no Life Shoreditch, que acontecerá
ão em outubro de 2013.
Simone Bichara tem formação em História, pela Universidade de Brasília, e atua ainda como terapeuta holística e produtora cultural. 


“... ela vê uma folha que a formiga pisou e transforma em “verde-ínfimo”, e depois o usa para criar uma obra grandiosa.”
“... ela traz a beleza e a sofisticação do mato, para o nosso cimento armado.”
“.... quando ainda menina pensava que toda a floresta era sua casa. Cresceu e continua sentindo assim. Suas mandalas são suas grandes salas-de-estar, onde nos recebe em pleno aconchego.”
“... é uma arte propriamente feminina, onde, como uma terna mãe nos acaricia os olhos e nos coloca pra viver.”
“...é o desmembrar dos traços do mundo. Em suas mandalas estão os caminhos que nos levarão pra casa.”
“... pinta como quem desvela o seu próprio segredo, e o entrega ao mundo como num rito de parição.”
“... sua arte é toda floresta. Até o mar, quando nela retratado, tem árvores plantadas em suas algas”.
A Arte de quem reconhece a inspiração


Engajada na preservação das florestas brasileiras, inerente às suas obras está à consciência ambiental. Elaboradas em madeiras recicladas, as mandalas de Simone são apenas uma parcela da imensa representatividade artístico-ambiental da artista; a mesma recicla móveis e utensílios, deixando, por onde passa, marcas do seu olhar atento à arte, à natureza e ao mundo





EGITO

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O Egito é um lugar completamente diferente de tudo que já conheci. Situado num imenso deserto, sua população continua vivendo como os povos antigos viviam há milhares de anos. As cidades têm a cor do barro,da terra em suas casas e prédios. O comércio continua sendo a principal 'diversão' e movimento da vida cidades. Os homens usam roupões compridos e túnicas na cabeça, as mulheres, em sua maioria usam a cor preta e vivem cobertas até os olhos. Você nunca sabe ao certo como é o rosto de uma egípicia tradicional. Povo alegre e negociador por natureza. Um dos maiores prazeres que um bom negociante tem é, fazer você levar sua mercadoria seja do jeito que for. Eles põem o preço lá em cima só pra você pexinchar e acabar levando pelo preço certo. Uma loucura!
Mas o que me encantou nessas terras distante, foram os templos dedicados aos deuses e farós, os objetos sagrados, as pinturas ancestrais, o tamanho colossal das construções do Egito antigo e o Rio Nilo. Conheci quase todos os Templos - Isís, Osíris, Seth, Sakara,luxor,, etc. Viajei por oito dias nas águas sagradas do Nilo. Um templo de vida, silêncio e cura. As pirâmides são fenomenais, fonte de energias e poder. O Vale dos Reis um templo no meio do nada cercado por terras e céus. Ali quase todos os faraós foram sepultados com seus pertences.
Fiquei completamente impressionada com tudo e com todos. Um mundo bem diferente do meu. Olhava pra tudo com espanto,pois saí de lá com a certeza de que aquele povo não era humano como nós, deviam ser homens gigantes, altamente inteligentes e capacitados. Detentores de uma tecnoligia extraordinária. ..
O Egito é um sonho...

Mandala " FESTA NA FLORESTA"

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FESTA NA FLORESTA
 
Há festa na floresta

As folhas se põem a farfalhar.

Há sussurros de elementais com sua seresta

Fazendo canções para se bailar.


Índios se pintam de urucum

Caboclos despojam as flechas

Fadas trançam os cipós, fazendo encanto do comum.

Enquanto as ninfas tingem os verdes e suas mesclas.


A floresta está em festa, senhores!

É tempo de colorido e alegria

Ovelhas deixem os seus pastores

E venham desfrutar da magia.


As meninas lagartas já criaram asas

Borboletas agora são.

Belas damas repletas de graças

Que bailam leves pelo salão.


As formigas desfilam seus novos vestidos

Todos adornados na primavera

Laranjas de tons surtidos

Deixando a festa como aquarela.


Os besouros e as cigarras chegaram de mãos dadas

E até o tatu saiu da terra

Também as águias aladas

Todos vieram para tão bela quimera.


Além de toda a bicharada

Seres de encanto, encantados e perfumados,

Há na festa seres de alma ainda mais arrumada

Uns tantos de deuses bem amados


E até um menino deus adornado.

Veio também um velho barbudo

Que dançou um xote arretado.

Nem parecia o tal carrancudo.


E assim a floresta faz festa

Para alegria no mundo se espalhar

O vento passa nas árvores

E leva a magia desta para todo lugar!


Mandala de Simone Bichara – Texto de Daniella Paula Oliveira

Mandala "RENASCIMENTO" e Texto

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RENASCIMENTO

Renascer é uma questão de Vontade.
É pegar uma minúscula chispa que vive dentro de nós
Assoprá-la com os ventos que a vida nos traz,
Com atenção e constância,
Transformá-la no fogo que busca a verticalização.
No fogo que inunda o coração, que queima o fragmentado e limitado em nós
Dando-nos a chave da superação.
Ofertando-nos as armas vindas da mais pura inspiração
- para vencer nosso dragão do medo e o nosso venenoso julgamento.
 
É lutar contra o lamento desmedido
A queixa sem fundamento
O olhar sem brilho
O sorriso empalidecido
O gesto incompreendido
O amor que desfalece desnutrido.
 
Renascemos quando aportamos em nós o melhor da vida.
Quando limpamos as nossas emoções confusas e híbridas
Para restituir a nossa razão sã. A nossa postura de heróis. Os nossos sonhos em caracóis. A liberdade em nossa voz. O abandono do papel de vítima e algoz.
Assim, quando surgirem os nós, com delicadeza e sabedoria, saberemos desfazê-los.
Respiraremos o sopro divino e colocaremos em nós a pulsação do Eterno.
 
Renascer é levantar-se com o Sol.
E se pôr com Ele.
É ter a coragem de uma semente, que sai da escuridão e mostra para o que veio, transformando-se no seu melhor.
É não cair nas ilusões ao redor
E compreender sempre, que o Real é indestrutível.
É ver o que simplesmente é visível:
Que a vida nasce há todo momento.
Que a Natureza vive o contentamento.
E que para voar, nem sempre os pássaros esperam o bom vento.
 
Renascemos todas às vezes que damos à luz a uma fagulha de amor.
Todas às vezes que nos livramos do torpe e do horror.
Quando, naquelas manhãs singelas, relembramos uma antiga aquarela
Uma serena canção; uma breve poesia; um sabor de um doce daquela senhora Maria...
Todas às vezes que na humildade de nos reconhecermos humanos, queremos apenas ser humanos na melhor humanidade.
 
E nessa simplicidade queremos ser amantes do Tempo.
Esquecer os contratempos que tantas vezes criamos.
Encontrar a harmonia perfeita para pulsar o nosso coração.
Viver a Lei da Natureza e sua nobre lição.
Fazer perguntas profundas e esperar com atenção, que a vida nos responda amiga, exercitando a nossa gratidão.
 
Renascer é expandir a dimensão da nossa Alma.
É a cada segundo viver a Eternidade.
É apaixonar-se pelo o Belo em qualquer de suas expressões.
É buscar a calma ativa da disciplina.
E a chama, que não é efêmera, da Evolução.
 
E assim, ancorar o nosso Espírito
Rumo aos oceanos da Existência
Firmando-o na Sabedoria infinita do Mistério que nos move;
E na Celeste Luz que nos orienta.
 
O Renascimento é uma oportunidade que nos damos,
Para passarmos a viver junto ao Divino, que embora habitamos,
Cerramos-nos para Ele.
Muitas vezes é preciso renascer, para compreender.
Tantas vezes é preciso apenas respirar para renascer.
Diversas vezes é preciso somente a Vontade de deixar viver o nosso Verdadeiro e Renascido Ser.
 Mandala de Simone Bichara – Texto de Daniella Paula Oliveira

Aprendendo com a Natureza - Por Daniella Paula Oliveira

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Que possamos ser como a relva - que tem a flexibilidade de se abaixar durante as tempestades e se reerguer na calmaria; que tem a firmeza de se manter segura ao seu solo enquanto as ondas inundam seu território, confiante de que elas também passarão; e que tem a humildade de se resignar perante uma força maior que ela.
Que possamos ser como as nuvens – que cantam enquanto se transformam em chuva, sem querer ser melhor nem pior que nuvens, apenas ecoam louvores à transformação.
Que sejamos nós tão íntegros e belos quanto a Natureza que nos dignifica a alma. Que na nossa natureza também sejam expressas as dádivas da vida e a beleza da existência…
Só reconhecemos a grandeza das montanhas e a delicadeza das flores, porque tais virtudes habitam o nosso ser. E embora muitas vezes nos esqueçamos de adubar o nosso jardim, não significa que as boas sementes estejam mortas. Latente em nós está a voz do vento que entoa os segundos; firme em nós está a sabedoria do ancestral carvalho e a inocência do despertar de um broto. Tanto quanto vibra em nossa lareira interna o fogo que aquece e transmuta todas as coisas, e as águas que perpassam os séculos.
Observemos as nossas labutas diárias não na contramão dos fatos, como se elas fossem um martírio imposto por um destino inexorável, mas faremos como o pássaro que detém a liberdade do labor – trabalha por respirar o Bem e por ele ser grato. Sejamos também construtores da nossa morada interna, e tenhamos a elegância de bem decorar o nosso ninho.
Aprazemos com a nossa consciência as virtudes que queremos viver, e como o sol que todos os dias nos mantém a vida e irradia o esplendor, sejamos responsáveis em mantê-las vivas e altivas em nossos pensamentos, palavras e ações.
Todos os minutos nos são dados exemplos sublimes. Sejamos capazes de reconhecê-los; de não distorcer a qualidade da uva devido ao mau vinho; de não azedar o melado devido à doente saliva; de não culpar a paisagem pela visão limitada.
Não confundamos o sopro do vento com as nossas emoções à deriva. Saibamos que há sabedoria por trás do desprender da folha de outono, como há sabedoria por trás da realidade, cuja nossa frágil compreensão não alcança.
Que o canto do rouxinol bendize a nossa voz, para que nossas palavras sejam melodia alegre para os corações. Que o silêncio dos vales abençoe os nossos pensamentos, para que sejamos serenos e transparentes em nossas expressões. Que a constância dos mares resvale sobre os nossos ombros, para que sejamos firmes em nossas missões. Que a imensidão do Céu nos ensine a magia de nossos divinos mistérios, e a grandeza da Terra nos auxilie a aceitar o adubo e o lixo, e a tudo transformar em vida.
Que possamos ser o que estamos predestinados a ser: Humanos.

Daniella Paula Oliveira

ÁFRICA DO SUL

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Por Simone Bichara


Em março de 2010, estive na África do Sul com minha professora espiritual, Leslie Temple-Thurston e, mais um grupo de 16 brasileiros. Foi uma viagem inesquecível. A África é mesmo a Mãe do Mundo, dotada de grande beleza e sabedoria, é uma terra onde seu povo apesar de toda luta e sofrimento, mantêm-se firme em suas origens e raízes. Um povo que sabe amar profundamente a natureza e principalmente sua terra. Eles têm um elo sagrado de intensa conexão com a Mãe África. Sempre de sorriso na face, os africanos são belos e nobres em sua natureza. País extenso e rico em frutos e caças;artesanatos e rituais; terras e vegetações.

Nessa viagem, tive a oportunidade de conhecer vários lugares onde o foco é o cuidado e a preservação dos animais; comunidades e escolas que a Ong Seeds of Ligth ajuda a manter, inclusive abrindo poços de água em regiões onde a água é quase que escassa. Também, uma comunidade nativa onde participamos de uma cerimônia ao redor da fogueira.

Viagem que tocou para sempre a minha alma. Foi como um retornar para casa, algo tão familiar, como se eu já estivesse vivido naquelas terras e fosse parte daquele povo...Sinto que tem a ver com a minha, a nossa ancestralidade, pois de certa forma, todos nós somos descendentes do povo africano, não só  pela formação histórica de nosso país, mas por ser a África, o berço da humanidade, o útero do planeta Terra, nossa Mãe Primeira.



                              Fotos de Flávio Piedade (Amigo que fez junto a viagem á África)






MANDALOTERAPIA - OFICINA DE MANDALAS

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O Espaço Gaya Aldeia do Serapresenta: OFICINA DE MANDALAS- A autodescoberta através da Arte!

                             

LUSTRAL

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                         Lustral   

 Daniella Paula Oliveira - escritora e professora cuiabana




Andei arrumando as gavetas... Jogando aqueles mínimos e míseros papéis fora. Àquelas lembranças desnecessárias, que juntas, mesmo pequeninas, tornam-se pesadas. Organizei os livros na estante e me desfiz daqueles cuja presença servia unicamente para apresentar um pseudo-intelectualismo torpe. Àqueles, onde meu olhar descompromissado com a vida percorria, mesmo sem abri-los, só para a efêmera sensação de possuir “conhecimento”. Junto com os livros, desfiz-me da necessidade de possuir qualquer coisa, até mesmo, o que até então, julgava conhecimento. Arrumei os armários e quebrei todos os copos do cotidiano. Retirei a poeira das taças de cristal e as coloquei para o uso diário; pois há de haver celebração e beleza nos instantes, mesmo os chamados triviais. Terminei a toalha de renda que comecei há uma década e meio atrás. Substitui a de plástico da mesa de jantar, pela a toalha rendada, que os meus dúbios dedos teceram sem muita destreza, porém, com imensa vontade de vê-la pronta. Também substitui a frivolidade do excesso de rapidez, pela a bela intenção do trabalho terminado. Comprei uma tela que retrata uma canoa no mar. Coloquei-a na parede da sala. Todas às vezes que a olharei, lembrarei que sempre há bons ventos para àqueles que não têm medo de navegar. E também um jarro para colocar flores, e prometi a mim mesma, que as ofertarei para minha dama interna sempre que possível. Retirei do meu guarda-roupa as cores extravagantes e deixei as alegres. As que dizia sensuais, para não me igualar aos vulgares, mas que na verdade eram também vulgares, e deixei as que acentuam o que o meu corpo possa ter de belo e delicado. Retirei as do verão passado e as do inverno retrasado, pois as estações passam, e mesmo cíclicas e ritmadas, apresentam sempre algo novo e mais digno. Por fim, limpei o chão como quem limpa o coração; como quem tece um branco e puro vestido de noiva; como quem planta rosa e decora um jardim... Enquanto via a vassoura expurgar a sujeira do chão, deixava que as lágrimas dançassem na minha face, e que a minha alma fosse seguindo o mesmo movimento da varredura, e retirando de si as poeiras que a fazem chorar. Às vezes é preciso organizar, desfazer, substituir, limpar... Dar espaço para que o novo aconteça, para que o lodo saia e o que verdadeiramente somos renasça. Cada um é o único responsável para transformar o seu grande caos em pequeno cosmos. Não duvidemos que a ordem seja o céu plasmado; não duvidemos que ao soprar para o vento o que podemos ter e fazer de melhor e mais límpido, para nós será devolvido o melhor e o mais nobre. Desapegar é um ato de coragem. Ordenar é um ato de beleza. Colaboremos, pois, com a Natureza da Vida, sejamos corajosos e belos com o nosso lar interno e externo, só assim, conheceremos um naco da Perfeição, um singelo, porém satisfatório, pedaço do que chamamos de Céu.


 Daniella Paula Oliveira – 01 de julho de 2012.
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Pureza


Queres falar?
Pois sereneis antes as tuas calorosas emoções
E purificas os teus pensamentos.
Assim, tuas palavras serão perfeita melodia
E até a luz do dia, delas se bendirão.

Queres agir?
Lembra-te antes de sê inteiro
De como teu próprio obreiro,
Esculpir na senda do seu coração
O ato nobre da ação.

Havendo por trás de todas as vossas intenções
A magia da pureza,
Estejais certos que a beleza habitará a tua morada interna;
E mesmo quando certas virtudes hibernam
O sol tornará arar a tua terra,
Pois tal como Ele, tu também és sereno e limpo.

Nada mais valoroso que um Homem
Que cultiva em si a transparência das margens
E a profundidade dos rios.
Puros como a manhã que renasce
E sábios como a noite que já viu o dia.
Alvos como a inspiração à poesia.

A pureza é a virtude das grandes almas
Que já reconhecem grandes verdades;
E sabem que só um transparente cristal
Pode refletir com maestria o seu brilho natural.
Que já viram o sol indo e vindo muitas vezes
E compreendem que o Astro só não se suja, porque adorna com a luz da lua a escuridão da noite.

Queres, portanto, amar e trabalhar? Adubar a terra e fertilizar teu coração?
Queres mesmo entoar canções que emocionam e poesias que inspirem?
Transporte teu espírito até a mais alta pureza do teu ser.
Sê verdadeiro em tuas intenções e cauteloso em tuas ações.
E permita que a Natureza te fale. Que a vida te apresente.
Que a diáfana da existência te bendigue o coração.
Pois é só na Pureza que encontramos a realidade de todas as razões.

Mandala de Simone Bichara Texto de Daniella Paula Oliveira

Oficina de Mandala - E. E. Professor Pedro Martinelo

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A artista plástica acreana, Simone Bichara, através da Secretaria de Intercâmbio e Difusão Cultural da Cultura/MINC, realizou uma Oficina de Mandala na Escola Estadual Professor Pedro Martinelo - Rio Branco/AC, dia 04 de julho de 2012, com os alunos do EJA-noturno.


Confira as fotos do evento (clique nas imagens para ampliá-las):




"O trabalho é uma ação generosa que nos permite dar o melhor de nós". Beatriz Díez Canseco.

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