Mandala "PACIÊNCIA"

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Paciência

Formosa Senhora, que faz da doce cortesia presságios de amanheceres,
Faz-me sua serva.
Erva. Seiva. Fibra.
Pois preciso da sua sutileza lilás para domar a besta que em mim teima em estar.

Contempla-me com as suas elegias silenciosas e taciturnas
Onde é preciso derramar lágrimas temporais
Para que a serena primavera atemporal brote na ode do nosso peito.

Preciso do seu sorriso bondoso e do seu olhar aconchegante
Que discretamente se deita no coração do amante
Que nada pode fazer a não ser esperar a próxima revoada.

Não é em vão, Senhora, que é mulher. Fêmea. Expressão Feminina.
Pois só um Ser que já provou uma barriga preenchida por vida
E uma entranha germinada, pode em si conceber consolo.

E no engodo que nos submetemos a cada dia
É necessário que em ti vejamos poesia.
Maestria de viver, muito mais que esperar.

Sei que será em seu brilho que os obstáculos se ofuscarão
E como um clarão dadivoso, a esperança se plasmará na melhor realização.
Como sei que é só através das suas carícias que é possível acalmar um coração.

Posso ver a estrela de oito pontas arraigada em seu centro
Pois para tê-la é preciso possuir plenitude e regeneração.
Paciência só nasce na amplidão. Na confiança total, mesmo em profunda escuridão.

Senhora, que agora, adubo com gotas de suor, sangue e lágrima em meu coração
Fertilize o meu solo com o seu colo, para que já não haja dor na continuidade;
Para que eu possa compreender que a Sábia Eternidade é a sua maior companheira

E até mesmo na mais derradeira emoção
Devo tê-la em minha mente
Para que a razão não se perca nos ditames ardilosos da ilusão.

Que no momento chegado, Grande Dama, você se transforme em coragem
Para que possamos emergir da lama e nos transformar em lótus
Abrindo os nossos corpos aos céus, e estendendo-nos além da Margem.

E nesse ciclo infinito, onde é posto uma grande virtude em paisagem
Relembremos o ensinamento como um hino: paciência não é apenas dom divino, é exercício diário.

Hoje vim contemplá-la numa das suas formas mais belas
Amanhã, quem sabe, me apareça dentro de mim
E assim, velas, ancoradouros e mar estarão alinhados no melhor destino a navegar.
Harmonizados na sua calmaria. Suavizados em sua poesia. Pincelados em sua arte de ninharia.

Paciência que ainda não é minha, mas que vive visitando a minha alma e me entregando à calma; fazendo-me fluir e ir... Onde eu possa encontrar a mim.




Mandala de Simone Bichara – Texto de Daniella Paula Oliveira

CLARICE LISPECTOR

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Clarice Lispector é o susto. Lê-la é despertar para uma consciência misteriosa, porém, muito atrativa e essencial.
Selecionamos algumas de suas frases que nos permite essa viagem por nós mesmos e em extensão à vida.
Sintam...

Renda-se, como eu me rendi. Mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei. Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento.
________
Minha força está na solidão. Não tenho medo nem de chuvas tempestivas nem de grandes ventanias soltas, pois eu também sou o escuro da noite.
________
Que ninguém se engane, só se consegue a simplicidade através de muito trabalho.

________
Sou como você me vê.
Posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania,
Depende de quando e como você me vê passar.
________
Saudade é um pouco como fome. Só passa quando se come a presença. Mas às vezes a saudade é tão profunda que a presença é pouco: quer-se absorver a outra pessoa toda. Essa vontade de um ser o outro para uma unificação inteira é um dos sentimentos mais urgentes que se tem na vida.
________
Suponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato...
Ou toca, ou não toca.
_________
E se me achar esquisita,
respeite também.
até eu fui obrigada a me respeitar.

Mandala "ALDEIA"

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Aldeia

Ah, meus caros, indígenas, aborígenes, extraterrestres, todos e ninguém...
Se soubéssemos da Aldeia!
Ah, como seriam leves as relações.
Como seria fácil compreender todas as estações.
E pouco precisaríamos de tantas explicações.

Se conscientizássemos da Aldeia
Participaríamos todos da mesma ceia
E apreciaríamos o mesmo alimento.

O contentamento, esse estaria intricado no pulsar de cada um
Pois haveria gratidão por todos os orvalhos nos ofertados
E por todos os apertos de mãos firmados.

Amados, se houvesse em nós a percepção da Aldeia
Pouco importaria as questões de uma abelha
Pois saberíamos cuidar da colméia, e assim, todas elas viveriam numa eterna primavera.

A mais bela quimera se aportaria em nossos corações
E as paixões flutuantes serviriam apenas para soprar ao entusiasmo
E o marasmo iria para longe...

A paz dos monges viveria entre nós
E a batalha do eu e você seria desfeita no abraço da harmonia
E assim, a poesia alegre e reluzente escreveria em versos e prosas belezas para toda gente.

Se despertássemos para a Aldeia
O encanto seria infalível
Acreditaríamos nas nossas palavras, e elas seriam amálgamas de puros sonhos.

Viveríamos no Reino Verde das Florestas
E ouviríamos as mais belas serestas do fundo Mar.
E o Rio, esse viveria sempre na irregular conjunção para que eu rio.

O frio, o calor, o vento e o ar
Qualquer coisa na mesma proporção de amar.
Porque enfim, compreenderíamos que estamos todos na mesma Aldeia
Semeando e compartilhando a nós mesmos, nascendo e findando na mesma proporção de Eternidade.

Já que a Aldeia não tem idade e tão pouco, identidade
Que a chamemos de Unidade!


Mandala de Simone Bichara – Texto de Daniella Paula Oliveira

Um artista chamado "Edu. O."

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Eduardo Oliveira, nosso querido Edu, é uma pessoa com tantos dons e qualidades; senhor de uma alma rara, alegre, generosa, criativa, que toca você desde o primeiro encontro e te marca para sempre como um exemplo que você deve lembrar mirar, se espelhar nos caminhos da vida. Alguém que faz a diferença no mundo de hoje. Que faz da arte e da poesia, meios de melhorar o mundo em que vivemos.
Resolvi fazer essa pequena homenagem ao Edu em meu blog, mas meu principal objetivo é fazer com que mais pessoas conheçam os trabalhos que ele realiza.
Acredito que o Edu seja um grande mestre para todos nós.
Meu carinho Edu!


Edu O. graduou-se no curso de Bacharelado em Artes Plásticas em 2001 pela Escola de Belas Artes da UFBA e concluiu Especialização em Arteterapia pela UCSAL em 2004. Estreou carreira de dançarino com o Grupo Sobre Rodas...? em 1998. Em 1999 começou suas pesquisas junto ao Grupo X de Improvisação em Dança. Destaque para o espetáculo Os 3 Audíveis - Ana, Judite e Priscila, vencedor do Prêmio FUNARTE Klaus Vianna 2007, Edital de Ocupação de Espaço da Caixa Cultural 2008, Edital Tô no Pelô 2008 - FUNCEB e Plataforma Internacional de Dança 2009, Alvuras Edital Yanka Rudzka 2010 de apoio a montagem de espetáculo de dança (FUNCEB).


Até 2012 participará do projeto Unlimited, da Candoco Dance Company, para apresentações nas Olimpíadas Culturais de Londres.

Em 2011 deu continuidade ao projeto Contato Sutil, iniciado no ano anterior, uma parceria com a Marinha da Bahia, ministrando oficinas de dança para pessoas com deficiência e seus cuidadores, atendidos pelo Programa de Atendimento Especial, dessa instituição. Neste mesmo ano, foi aprovado no Edital Quarta Que Dança-FUNCEB, com o projeto de intervenção urbana Ah, se eu fosse Marilyn!

Em 2010 foi um dos idealizadores do 1º Encontro de Dança Inclusiva. O que é isso?, sendo também curador deste evento. Ainda neste ano foi o vencedor do Prêmio Festival Vivadança, do Teatro Vila Velha, com o projeto Odete, traga meus mortos; apresentou- se na 3º Mostra Lugar Nômade Dança promovida pela Cia Corpos Nômades (SP) com o espetáculo Judite quer chorar, mas não consegue!, que ganhou neste mesmo ano o Edital de Ocupação dos Espaços da Caixa Cultural; foi convidado pela produtora Pensamento Tropical a participar de residência artística em Itacaré e Salvador, na programação do Projeto do Ar (Prêmio Klauss Vianna /FUNARTE 2010); realizou também o espetáculo O Corpo Perturbador, vencedor do Edital Yanka Rudzka 2009. Ministrou a oficina 1 min. e ½ de Instantes Poéticos no Palacete das Artes Rodin Bahia,
projeto vencedor do edital do IPAC.

Em 2009 participou do espetáculo Tempête a 13º Sud do francês, diretor de teatro, Gilles Pastor, baseado em A Tempestade de Shakespeare, integrando a programação do Ano da França no Brasil com apresentações em Salvador e Lyon. Também foi convidado para residência junto a Cia Artmacadam/França dentro do projeto Outras Danças, promovido pela FUNARTE e FUNCEB. Com esta companhia, participa desde 2004, junto ao Grupo X, como produtor, dançarino e coreógrafo do intercâmbio Euphorico, residência artística, alternadamente na França e na Bahia.

Edu O. estreou seu primeiro projeto coreográfico independente Judite quer chorar, mas não consegue! em Outubro de 2006. Tem sido convidado para apresentações, oficinas e congressos com temas relevantes em dança contemporânea, Arteterapia ou Dança Inclusiva, no Brasil e no exterior, tais como: (2009) Festival Internacional de Londrina (Paraná), I Seminário e Mostra Nacional de Dança-Teatro (Viçosa-MG), (2008) Oficina Nacional de Indicação de Políticas Públicas Culturais para Pessoas com Deficiência – FIOCRUZ e MINC (RJ); (2007) Projeto Danceability Brasil 2007/São Paulo do coreógrafo americano Alito Alessi para o espetáculo Joy Lab Research, Rencontres Chorégraphiques d’Autome au Pradet – l’Espace des Arts (Le Pradet/França), Théâtre de la Joliette La Minoterie (Marseille/França), I Congresso Latino-Americano e II do MERCOSUL de Arteterapia (Buenos Aires-Argentina) -Palestrante com a pesquisa O Corpo como metáfora; (2005) 1º Encontro de Arteterapeutas do MERCOSUL (RJ); (2004) Festival de Arte, Criatividade e Recreação na Ilha da Madeira Portugal; Faculdade de Motricidade Humana em Lisboa; Feira de Arte de Münster - Alemanha.




porque há poesia



"porque a poesia me cura do que não tem curaa poesia que vejo, a poesia que rio, a poesia que leio... porque em tudo há esta poesia que teima em não largar meus olhos." Edu. O.



Conheça mais sobre o artista e os seus trabalhos em:




TERAPIAS HOLÍSTICAS NA GAYA -ALDEIA DO SER

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Abaixo, você encontra informações sobre cada tipo de terapia ministrada pela Terapeuta Holística Ivana Portella, que estará atendendo na Gaya - Aldeia do Ser, no período de 05 a 18 de novembro de 2011.

Workshop “Retomando o Meu Lugar Com Amor e Responsabilidade”
Com Base nas Constelações Familiares

Se você está vivenciando:
· Conflitos familiares (com seus pais, irmãos, parentes próximos);
· Bloqueios nos relacionamentos (com parceiros/parceiras atuais e anteriores, filhos);
· Dificuldades no trabalho;
· Sentimentos de paralisação, preocupações e angústias, luto, perdas;
Convidamos você a participar do Workshop “Retomando o Meu Lugar Com Amor e Responsabilidade”, através das constelações familiares, com Ivana Portella.

SESSÕES TERAPÊUTICAS INDIVIDUAIS
FOGO SAGRADO – ALINHAMENTO ENERGÉTICO

O que é o Alinhamento Energético e como funciona?

O alinhamento energético é uma técnica terapêutica que nos ajuda a tomar consciência de padrões e condicionamentos – resultantes de nosso sistema de crenças – para que possamos desatar os nós que, conscientemente ou inconscientemente, nos impedem de crescer, de avançar e de entrar em contato com nossa intuição, potencialidades e Verdade mais profunda; para sermos quem verdadeiramente somos: “seres espirituais, vivendo uma experiência humana”.
Ao nascermos, somos como uma argila maleável, que, desde o primeiro instante, começa a receber impressões do meio. Com o passar do tempo, de acordo com o meio (geopolítico, socioeconômico, cultural, religioso) em que estamos inseridos, a educação recebida (de pais e professores, especialmente), os conhecimentos, crenças, conceitos que nos são passados – direta ou indiretamente, consciente ou inconscientemente – essa argila começa a ser ‘moldada’ e vamos desenvolvendo nossas ‘máscaras’, personas, para que consigamos transitar em nosso meio. A aceitação pelo grupo – e muitas vezes a questão da ‘sobrevivência’ – passa a ser a tônica, e fazemos de tudo para ‘agradar’. Com isso, vamos afastando-nos de nossa essência, de nosso “Projeto Divino”.
Inseridos na grande teia universal, onde tudo e todos estão/são totalmente interligados, atraímos e repelimos objetos, pessoas, situações que vão nos ajudar em nossa aprendizagem. E à medida que vamos, CONSCIENTEMENTE, integrando tudo o que somos, retornamos cada vez mais à nossa Verdade interior.

Resultados: O trabalho do Fogo Sagrado consiste em trabalhar os conteúdos energéticos, mentais, psicológicos e emocionais (que nesse trabalho são chamadas de Corpos Energéticos) registrados no campo do cliente, de forma consciente ou não, e que geram desequilíbrios. Ao serem trabalhados através de um olhar terapêutico, esses corpos energéticos são conduzidos para o plano da Unidade para que sejam transmutados (limpos, equilibrados) e possam, então possam retornar ao cliente, trazendo equilíbrio, saúde, prosperidade.
Ao final da sessão, o cliente recebe um mantra, que funciona como uma espécie de ‘chave’ que o conduzirá a uma nova vibração; e que deve ser usada sempre que o cliente sentir que está retornando a um padrão antigo.


Técnica da Criança Congelada

Quando vivemos na terceira dimensão, carregamos várias ‘crianças congeladas’ em nosso interior. Em situações estressantes, com as quais a criança não consegue lidar, ela simplesmente fica congelada no estado não-resolvido da experiência e pára de crescer – esperando pelo momento em que alguma solução para a situação se apresente. Essas questões não-resolvidas formam os padrões de limitação que nos impedem de levar uma vida mais plena e de usar todas nossas habilidades e talentos.
A Técnica da Criança Congelada nos ajuda a liberar emoções que estão esquecidas ou que evitamos encarar, quando, por exemplo, fazemos os Quadrados. O trabalho de liberação emocional é de vital importância como complemento do trabalho de limpeza do ego. As crianças congeladas podem ter qualquer idade – o congelamento pode ocorrer até mesmo durante a vida uterina ou em vidas passadas – e várias delas podem estar presas ao mesmo trauma, se a programação foi impressa diversas vezes.

POR QUE TEMOS CRIANÇA CONGELADA?

É como se essas crianças fossem usadas pela alma para nos trazer para a matéria; para tornar nosso corpo emocional mais pesado, de forma que possamos existir em um estado programado na densidade da terceira dimensão.
No entanto, uma vez que nosso ser decide ascender para um estado de consciência de vibração mais elevada, não precisamos mais das crianças congeladas para manter os padrões, e descobrimos que podemos liberá-las facilmente. O efeito de fazer esse processo assemelha-se a jogar fora os sacos de areia de um balão, para que ele possa ganhar altitude.


FACILITADORA

Facilitadora – Ivana Portella Hoch – pela quarta vez em Rio Branco.
Brasileira, com formação superior em Comunicação Social, Língua e Literatura Inglesas e mestrado em Sociologia e Antropologia pela American University in Cairo; formou-se em alemão pelo Goethe-Institut, Brasil e Alemanha. Foi jornalista de O Globo e Editora Abril e viveu no exterior durante 12 anos - Alemanha, Arábia Saudita e Egito.
Assessora, co-produtora, tradutora e intérprete da Mestra sul-africana Leslie Temple-Thurston, no circuito de palestras e workshops por vários estados do Brasil (2006, 2007 e 2008), fez o aprofundamento de seus estudos com as Técnicas das Polaridades em imersão integral na Corelight - EUA / Santa Fé (jan - fev 2008). É representante administrativa da CoreLight no Brasil.

A Gaya - Aldeia do Ser, é o primeiro Espaço Holístico do Acre e a primeira Pousada Ecológica de Rio Branco, fica localizada na Rua Antônio Só de Barros, No. 54. Vila Ivonete. Por trás da Saudosa Maloca, na Área de Preservação Ambiental do Igarapé São Francisco, a 5 minutos do Centro da capital acreana.

MANDALA 'CREPÚSCULO'

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CREPÚSCULO
Amanhece um sol divino.
Acorda um dia sem alvoroço.
Os pássaros cantam em suas revoadas.
E as estrelas ainda cansadas, retornam para casa embriagadas de noite.

No Céu se finda um ciclo.
Tão eterno quanto o mais longínquo tempo.
E no começo de mais um sereno arrebol
A delicadeza e bondade do Sol.

Nas úmidas matas
- as lagartas; as procissões de formigas, os esconderijos das raízes e as gaivotas a bailar
Sobre os píncaros das grandes árvores, que farfalham maestrosas - nas densas florestas de lá.
A selva em sua relva preparando o verde para o amarelo brilhar.

Na aurora não reluz só a esperança
Vem com ela o crepúsculo criança
Que simboliza vida latente – mente dormente e coração acordado.
O Ato. Além da união.

Crepúsculo prepara a manhã.
Com o mesmo amor que prepara a noite.
Açoite de nuvens do Deus, que proclama a Eternidade.
E com essa irmandade celestial, vem nos trazendo a fraternal temperança da Natureza.

Findando o hoje, renasce o amanhã.
Mais sutil e perfeito.
Crepúsculo, dança leve que provém das fagulhas encantadas dos deuses, onde os anjos com as suas harpas e as ninfas com as suas poesias, fazem descer à Terra a magia do recomeço.

E que o nosso peito possa ter a coragem e a firmeza de contemplar!


Mandala de Simone Bichara – Texto de Daniella Paula Oliveira

Exposição MANDALAS DA FLORESTA em Mato Grosso

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Exposição na Academia Medley (Cuiabá/MT), em comemoração ao seu 23º aniversário (à convite) - de 23 a 30 de setembro/2011.

Exposição MANDALAS DA FLORESTA em Mato Grosso

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Exposição Mandalas da Floresta, da artista plástica acreana Simone Bichara, na Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (Cuiabá/MT), de 12 a 23 de setembro de 2011.
Produção: Daniella Paula Oliveira
Através do Instituto Memória da Assembleia Legislativa.

29 obras expostas - arte em madeira reciclada.

"A arte diz o indizível; exprime o inexprimível, traduz o intraduzível."
Leornardo da Vinci

"Mas você - eu não posso e nem quero explicar, eu agradeço."
Clarice Lispector

Exposição Mandalas da Floresta em Cuiabá/MT

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As Mandalas da Floresta chega à “Capital do Pantanal”! Cuiabá-MT receberá a exposição itinerante, da artista plástica acreana, Simone Bichara, do dia 12 a 23 de setembro/2011. A conceituada artista, que já levou a sua arte a diversos Estados brasileiros, realizará a exposição intitulada “Mandalas da Floresta”, através do Instituto Memória da Assembléia Legislativa do Estado de Mato Grosso. Pela primeira vez em Cuiabá, Simone conta a produção da então cuiabana, escritora e produtora cultural Daniella Paula Oliveira.
- “As mandalas já estiveram na Região Central, no Coração do Brasil, em diversas exposições em Brasília; a intenção principal de trazê-las a Cuiabá, um ponto mais abaixo desse imenso Coração, é “oxigená-lo” um pouco mais, através da arte de Simone, que representa tão bem a floresta acreana, sua força, seus traços, seu ar. Sei que será um belo encontro entre o cerrado e a mata, entre o amarelo de manga e sol cuiabano e o verde de selva acreano”. Ressalta a cuiabana.


*Simone Bichara é artista plástica, terapeuta holística, historiadora, produtora e empresária.


DIA DA AMAZÔNIA NO ACRE

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Fotos de J.Veloso com Shaneihu são da Fotográfa Val Fernandes.






A Amazônia é nosso maior patrimonial, dela de certa forma, depende a vida no planeta terra. Dia 05 de setembro é o dia Internacional da Amazônia, um dia que deveria se comemorado sempre, em todos os momentos e em todo lugar. Cuidar da Floresta Amazônica, é cuidar também de seus Povos, OS POVOS DA FLORESTA - índios, seringueiros, ribeirinhos, agricultores.


Aqui no Acre, estado que mantém 88% de suas florestas intactas, celebramos essa data durante uma semana, com programações diversas, realizadas pela Secretaria de Meio Ambiente do Acre e pela Fundação de Cultura Elias Mansour.


A maior atração para essa festa, foi o show do cantor e compositor baiano J.Veloso e sua Banda Os Cavaleiros de Jorge. Tendo como participação especial, nosso txai Shaneihu (índio da etnia Yawanawá), com sua banda. Como convidada especial, a cantora e compositora goiana, mas acreana de coração, Keilah Diniz.


O Show foi uma realização da Fundação Elias Mansour e teve produção local de Simone Bichara. J.Veloso tem produção de Luzia Moraes. Articulando todo o evento, Rodrigo Forneck, da FEM.


Também comemorando a semana da Amazônia, os lançamentos dos Livros BEMBÉM DO MERCADO, da escritora e produtora Cultural Luzia Moraes. E o livro/cd de J.Veloso SANTO ANTÔNIO E OUTROS CANTOS. Aconteceu também, a mostra do Vídeo BEMBÉM DO MERCADO, também de Luzia Moraes, tudo isso na BIBLIOTECA DA FLORESTA, com a presença de vários artistas, pesquisadores ,professores e público em geral.


Além disso, tivemos a grande feira da ECONOMIA SOLIDÁRIA, distribuição de MUDAS DE ÁRVORES, apresentação de teatro; shoe exclusivo do SHANEIHU e sua Banda; exposição de artes plásticas dos Índios Yawanawás, na CASA DOS POVOS INDÍGENAS; palestras nas escolas, mostras de vídeos sobre o tema SUSTENTABILIDADE, FLORESTANIA, etc.



VEJA AS FOTOS NAS PÁGINAS SEGUINTES -


SHOW DE J.VELOSO NO DIA DA AMAZÔNIA e LANÇAMENTOS DOS LIVROS DE LUZIA MORAES E J. VELOSO NA BIBLIOTECA DA FLORESTA.

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O DIA DA AMAZÔNIA TEVE TAMBÉM COMO PROGRAMÇÃO, O LANÇAMENTO DO LIVRO BEMBÉM DO MERCADO DE LUZIA MORAES PUBLICADO PELO MINC. E O LANÇAMENTO DO LIVRO/CD DE J.VELOSO "SANTO ANTÔNIO E OUTROS CANTOS". NA BIBLIOTECA DA FLORESTA EM RIO BRANCO ACRE.




Professor Marcos Afonso com a escritora Luzia Moraes, na Biblioteca da Floresta.






A escritora Luzia Moraes, a produtora do evento Simone Bichara, J.Veloso cantor e compositor e a cantora Keilah Diniz, no lançamento na Biblioteca da Floresta.




J.Veloso tem a honra de cantar com Shaneihu, índio da etnia Yanwanawá. Fotos de Val Fernandes.






O Show aconteceu no mercado Velho, às margens do Rio Acre. Uma realização da Fundação de Cultura Elias Mansour. Produção de Simone Bichara.








J.Veloso com Shaneihu e sua Banda Os Cavaleiros de Jorge.






J.Veloso usando camiseta exclusiva da Malharia Ponto sem Nó.






Shaneihu e toda grandeza e beleza dos Povos Indígenas.





NO DIA 03 DE SETEMBRO , NA BIBLIOTECA DA FLORESTA, LUZIA MOSTROU SEU DVD E LANÇOU SEU LIVRO SOBRE O BEMBÉ DO MERCADO. E J.VELOSO LANÇOU SEU LIVRO/CD 'SANTO ANTONIO E OUTROS CANTOS'.






Simone Bichara, J.Veloso e Luzia Moraes.






Rose Farias, Dircinei Souza, Simone Bichara e Rodrigo Forneck no Lanaçamentos dos livros na Biblioteca da Floresta.

Mandala e Texto Gaya

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Gaya

No início era o Caos.
Gaya purificou a desordem, germinou em seu solo o belo e o visceral.
Foi plantando amor nas intrínsecas veias do seu grande corpo
Dando vida ao lodo e malícia ao engodo

De Gaya partiu o Bem e o Bem
Pois o mal só existe para aqueles que não compreendem
Que Gaya guarda o mistério da semente
Sabendo perfeitamente, o que melhor precisa cada um.

Gaya se autofecundou – se amou – se ordenou
Depois se entregou a Urano, criando o Céu de libido
- o descontraído, o desmedido.
O abraço grandioso que uniu o infinito.

A Grande Mãe abarcou seus filhos
Respirou em seus corações
Dando Existência a todas as Nações
De deuses e humanidade – com a mesma ternura de Divindade.

Dos seus seios os esteios foram formados
Do seu umbigo as pulsações se extirparam
- para dentro dos ventos intempestivos
Que levaram sua criação para os quatro cantos, dos seus próprios instintos.

A Terra rabiscou os seus frutos
Presente. Passado. Futuro.
Na mesma dimensão da Eternidade
Mãe Terra, Elemento Primordial, que do tempo só conhece o atemporal.

Deus, Homem, Animal
Tudo circunscrito no papiro, no suspiro, no silêncio ancestral.
No solo seguro, no chão puro, na Terra arraigada
Pode-se viver o taciturno, vivendo sempre a Inteligência harmonizada.

Se tudo brota, convive e morre em seu pó
Não há nó em sua criação
Tudo é necessário e perfeito
Seguindo a Ordem do seu Ensejo – Seguindo a Verdade da sua Reta e Amorosa Ação.

Gaya é Mãe, Senhora, Jovem, Anciã
É seio jorrando leite
É Homem firme na sua Missão
É criança inocente, que breve aprenderá que a Vida é divina-

Pois foi criada da latente paixão
(dessas que inflamam as velas)
Das delicadas e fortes mãos da Sublime Criação!
Essa que esconde o Caos e a escuridão, para que reluza a sua mais perfeita inspiração.


Gaya que é azul nas águas marinhas
Verde nos píncaros das florestas
Amarela no nascer do sol
Castanha nas entranhas da Terra.

Gaya que gera na sua estirpe Olímpica
As entrelinhas da nossa Evolução
Desejando a todos
A plenitude e a sabedoria. A Eternidade em Harmonia.

Na multifacetada Mandala da Vida
Há a Gaya e suas armadilhas de cores.
Que hoje não vem dos mitos gregos nos visitar
Vem da sábia Mata nos encantar!






Mandala Artística de Simone Bichara - Texto Poético de Daniella Paula Oliveira
Do Projeto: A Mandala e a Palavra.

MANDALA 'JUREMA'

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Jurema

Cabocla. Guerreira. Mulher. Menina. Anciã.
Peitos latejantes. Busto lancinante. Espelho virado a Tupã.
Floresta. Rios. Igarapés. Lodos.
Iodos revestidos de verde. Lampejos de dor e amor – no coração da Jurema.

E lá na Mata obstinada de mistério, ouve-se o farfalhar das folhas, surradas pelos pés arredios da Jurema.
Bem lá nos pântanos onde o taciturno vive, sente-se o cheiro do vegetal primordial, perfume da Jurema.
Nas raízes da Grande Samaúma, se vê a sua jibóia. No canto dos pássaros encantados, percebe-se o seu assovio. No cheiro da terra molhada, o seu suor transposto.

Colo meu, colo nosso – colo de divino ócio.
Arrebate-nos sobre as suas flechas, lançando-nos aos céus.
Livre-nos do que for cruel. Livre-nos, porém do falso mel.
Em seus reinos de ervas, prepare-nos o remédio contra as mazelas do mundo.
Toque-nos com as suas mãos de doçura. Proteja-nos com a sua coragem e bravura.

Jurema em seu rito de calmaria e espanto
Tanto muda quanto grito
Tanto medo quanto aconchego
Vem com a sua falange de povos da mata – esbravejar a nova alvorada e recolher a próxima lua.

Jurema que se banha nas cachoeiras nua
Dando ao mundo a sensualidade e a pureza
O parir e a singeleza
Do germinar de uma semente.

Jurema que comanda os pássaros e as serpentes
Nos cipós imolados ao sacrifício da Terra.
Jurema que gera – em seu próprio seio e escárnio
As armas invisíveis que lutam ébrios os povos de Juremá.

Índia que emergiu do profundo rio, dos píncaros das florestas
Do escarlate do dia e da escuridão da noite
Gritando e sussurrando como os seus animais enaltecidos
Vem agora cantar as suas rezas aos entorpecidos – fazendo-os levantar dos seus êxtases.

É hora da batalha! Jurema vem viçosa com o seu penacho de mar, fazer justiça na Terra, guerrear pela paz. Vem da Floresta em suas teias relembrar os ancestrais. Vem fazer culto e festa aos Pajés primordiais. Vem saudar a sua Aldeia e reviver a sua estirpe. Vem salvar a Mata em chama e abençoar os que a amam. Vem fazer chover e trazer o maná de Tupinambá.

Jurema vem a nossa tribo interior através da Mandala que em seu louvor, carrega o seu nome.
Trazendo a fartura do solo próspero arraigados pelo o seu verde leite.
E a alegria do seu deleite faz-nos avivar a emoção.
Cabocla da pena dourada faça morada em nosso coração!


Mandala de Simone Bichara – Texto de Daniella Paula Oliveira


Projeto: A MANDALA E A PALAVRA

"Viagem à Paisagem Llansol". Por Prof. Lúcia Castello Branco

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Para compartilhar um pouco da beleza que ainda anda permeada em nosso mundo, postarei algo da professora por excelência Lúcia Castello Branco. Professora da Universidade Federal de Minas Gerais e escritora que tem a poesia entranhada em qualquer de suas escritas, Lúcia nos presenteia com análises minuciosas e líricas da obra de Maria Gabriela Llansol.
A carta a seguir é um belo fragmento do grandioso trabalho de Lúcia sobre Llansol.


Viagem à paisagem Llansol
Data: 08/08/2008
Lucia Castello Branco


Segundo filme da série “Os absolutamente sós”, cujo foco se volta para a relação se sujeitos singulares com a literatura (o primeiro da série foi o longa-metragem Língua de Brincar, sobre Manoel de Barros), o documentário Redemoinho-Poema, dirigido por Lucia Castello Branco e Gabriel Sanna, percorre as paisagens da escritora portuguesa Maria Gabriela Llansol (1930-2008), na Bélgica e em Portugal, focalizando as figuras de seu texto e de seu afeto. Com ênfase na escrita e na legência, o filme culmina na cena das mãos de Llansol, em sua casa em Sintra, no trabalho de revisão das provas de seu último livro: Os cantores de leitura. O texto-carta de Lúcia Castello Branco, escrito por ocasião da morte da escritora, é também um comentário da legente à cena das mãos de Llansol:


Querida Gabriela,

Em resposta à tua carta de 5 de janeiro de 2008, que só há poucos dias me chegou às mãos, em resposta à tua carta ditada, e escrita na letra de Cynthia, mas que traz abaixo a tua assinatura em letra trêmula e difícil, começo por te dizer que aqui, do outro lado do Atlântico, não são de nevoeiro os dias, mas de fortes chuvas e calor.
Mas em seguida me lembro de como era azul o céu na Serra de Sintra, naquela manhã em que estivemos em tua casa a filmar as imagens destas mãos — as tuas e as de Vina — no trabalho concentrado de revisão de Os Cantores de Leitura.
Olho para estas mãos agora — as tuas e as de Vina — e reparo no anel e na gema do anel e na chama de amor no interior de um anel. Olho para estas mãos que marcam, com firme delicadeza, o texto. E penso no teu legado mais forte: a responsabilidade da forma.
Penso que agora, neste momento em que começas a atravessar o nevoeiro, um pouco do nosso mundo do lado de cá parece ruir. Mas logo me lembro do teu texto, Gabriela, e, como Cantora de Leitura pelo texto convocada, devo assim fazer a minha prece:
Não há qualquer nervosismo em tua mão, que se molda à própria forma com grande destreza. Os teus ouvidos ouvem ____________ e respiram profundamente incitando o teclado, seja o do piano, seja o do papel, a segurar a estrela que vai cair.
E então olho de novo para as tuas mãos, Gabriela, ao lado das mãos de Vina, e sobre elas pouso as minhas mãos, as mãos de Vania, as de Inês e as de Cynthia. Assim:
Não há qualquer nervosismo em nossas mãos, que se moldam à própria forma com grande destreza. Os nossos ouvidos ouvem __________ e respiram profundamente incitando o teclado, seja o do piano, seja o do papel, a segurar a estrela que vai cair.
Sim, Gabriela, atravessaremos juntas a paisagem de nevoeiro e chuva e quase neve. Porque um dia atravessamos juntas o sol de teu nome, escrito hoje na curvatura da abóboda celeste. Tudo, aqui ou lá, continua a vibrar. E, em nome da cena fulgor que nos acompanha,
aqui ou ali, o teu nome vive, nela.

Lucia
Belo Horizonte, 3 de março de 2008.

Créditos: http://www.abpcomunidade.org.br/cultura/revista/exibir/?id=17

Mandala MIRAÇÃO

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Miração

Vejo Shiva na sua dança de chuva criando o fogo.
Vejo as raízes desbravando as profundezas da terra e descobrindo os seus íntimos.
Vejo flores comendo a auréola do dia.
Vejo o Poeta sondando os passos das formigas para cantá-las em versos desavisados.

A procelária vê a tempestade e repousa nos corações das letargias.
A águia vê a nobreza e voa alto para que os heróis busquem nela os seus brasões.
A coruja vê a clareza não se importando em abrir os seus olhos em meio às escuridões.
O rouxinol conhece o seu brilho vivendo discretamente entre sua vegetação.

O Criador mirou a Beleza e viu o Universo.
A Grande Mãe mirou a Vida e viu os seus filhos.
O Mestre mirou o Ensinamento e viu o aprendizado.
O Sábio mirou a Sabedoria e viu o Céu.

A Miração em carrossel veio-me como védicos poemas
Destoando a minha desarmonia e alegrando o meu dia
Veio-me como o forte Teseu salvando minha mente de um enorme Minotauro
Veio-me em minhas veias revestidas de agonia, fazendo viver a luz que em mim irradia.

Cada Ser mira com o que precisa crescer.
A Miração nos lembra que é preciso seguir adiante
No movimento pulsante da vida terrestre
A Visão é essa substância celeste – que fazendo-nos vislumbrar as virtudes nos conecta com elas.

A Mandala Miração vem lá da Floresta
Fazendo-nos ver a Mata que nos habita, o Deus que nos consola, a Virgem que nos purifica, a Mãe que nos adora.
Tornando-nos unos ao que Criou e a sua Criação.De Sabedoria são feitos os traços da Miração.




Mandala Artística de Simone Bichara - "Miração" - Técnica nankin e acrílica sobre madeira reciclada.

Texto Poético de Daniella Paula Oliveira - "Miração".

Do Projeto "A Mandala e a Palavra"

Resultado do Sorteio!

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Salve!

Primeiramente, queremos agradecer a todos e todas pela participação. Dizer que a Mandala vai de coração - da artista e da floresta - emanando as melhores energias e o essencial da arte: o poder de sensibilidade e transformação.

Para validar o sorteio, será enviado o vídeo do mesmo para o endereço de e-mail de cada participante.

E a contemplada é da Cidade Maravilhosa... Rio de Janeiro!
BLANCA PAES, parabéns! Que a Mandala Alma leve para você as cores mágicas e curadoras da Floresta, e o sublime e transformador da Arte.

PS. Conforme regulamento, caso a contemplada não entrar em contato dentro de três dias, repassaremos o prêmio para segunda sorteada: NEIDE BANJAI ZANIQUELLI – de São Paulo.

Muita luz, beleza e arte para tod@s!
Grande abraço e nos vemos por aqui – Produção Mandalas da Floresta.

SORTEIO! SORTEIO! SORTEIO!

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Atenção galera!



Como forma de gratidão à sensibilidade e carinho que temos recebido dos que aqui nos acompanha, o Blog Mandalas da Floresta sorteará uma impressão em papel fotográfico medindo 70 X 70 cm, da Mandala Alma, da artista plástica Simone Bichara.
Essa peça foi confeccionada enquanto a artista convivia com índios em suas aldeias, numa profunda conexão com a natureza e os povos da floresta. Como foi elaborado em papel comum, o trabalho passou por uma restauração profissional, e depois por scanneação e impressão em alta qualidade em papel fotográfico.
Depois de emoldurada, a mandala recebe a sua vestimenta e se realça como uma extraordinária obra de arte.
Confira no modelo da imagem!




Emoldurada:







Para participar, basta ser seguidor (a) do Blog e deixar um comentário na postagem dizendo seu nome e sobrenome, endereço de e-mail e aonde você reside.

O Sorteio encerrará no dia 28/05/2011 – às 23h (horário local – às 00h horário de Brasília) e será realizado no dia 29/05/2011 – às 17h, na cidade de Rio Branco/AC; e o resultado será divulgado no dia 30/05/2011, primeiramente aqui no Blog e depois nas redes sociais:

Orkut (http://www.orkut.com.br/Main#Profile?rl=ls&uid=10550577190276126791) e Facebook (http://www.facebook.com/update_security_info.php?wizard=1#!/profile.php?id=100002175907779).

Regulamento:

· Comentários repetidos como forma de solicitação de participação no sorteio, serão computados somente uma vez.
· Não nos responsabilizaremos pela o envio da obra junto aos Correios ou qualquer outro (caso deseje, passe-nos o CEP do seu endereço para simularmos o valor do frete).
· Do mesmo modo como não nos responsabilizaremos sobre a mesma, após a comprovação do envio.
· O sorteio não inclui a moldura da peça.
· Serão sorteados três nomes, caso o primeiro contemplado não entrar em contato dentro de 3 (três dias), o prêmio será repassado.


PS. Se desejar, a artista dedicará atrás da obra.

Dúvidas?! Escrevam-nos: gayaaldeiadoser@gmail.com

Grande abraço e boa sorte,
Produção – Exposição mandalas da Floresta.

Mandala RODA DA FORTUNA

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Roda da Fortuna

Ah, poeta das coisas alheias, das migalhas maltrapilhas e das formigas destruídas...
Ah, gotas de orvalho equilibristas, que os ventos ébrios e gigantes sopram sem pudor...
Ah, marias santas e loucas, dos amores pungentes e vãos, das guerras férteis e infrutíferas...
Ah, folhas de outono desabridas, que os amantes não adornam e a literatura não as falam...

Vós todos possuem a fortuna!
Vós compelidos de olhares, mas reluzentes de delicadezas, possuem todo o tesouro.
Estão sagrados e sãos quando todos os julgam pérfidos – vós, senhores, estão girando sábios na Roda da Fortuna.

Pois sois vós, amados do tempo, quem morrem todas as noites despercebidos e renascem todos os dias nos despertar e despetalar das flores.
E que fazem da suavidade das pétalas o espasmo dos seus dias.
E que retiram das sutilezas dos detalhes toda a fortuna.

Vejam, reis hedonistas, governantes tacanhos, egos petrificados pela a ilusão do poder –
Vejam todos, o bailar do sol que possui toda a luz; as asas das borboletas que possuem todas as cores; o opaco da terra que possui todas as sementes; os pássaros que possuem todos os cantos; o misterioso sopro que movimenta todas as coisas...
Vejam a bravura contínua do mar que se estraçalha formando ondas infindáveis; a floresta desesperada de verde que o liquefaz em vida; o rio branco, negro, vermelho, amarelo que abrange as profundezas da terra e continua a desbravar a superfície; a eterna dança silenciosa das nuvens que modifica as estações...
Vejam o mistério da fortuna. E a roda viva em que ela vive.

Somos todos ricos!
Nobres na condição de existir.
Férteis na posição de possuir: vida na vastidão da existência.
A riqueza sóbria e real existe na energia de tudo que há.
E talvez seja isso que a mandala no seu mistério de luz, vem nos revelar.

Salve cantos de sabiá, toda a beleza que há; palavra, silêncio, clemência e dinheiro; salve a paz de um jardineiro; salve o brotar, preservar e colher; salve o nascer e o morrer; salve o ciclo eterno e próspero.
Salve tudo que no Universo habita – Agora, a Roda da Fortuna possibilita a saudação de tudo o que realmente significa.
Salve a Mandala e a sua contemplação mística!







Mandala Artística: Simone Bichara


Texto Poético: Daniella Paula Oliveira


Do Projeto "A Mandala e a Palavra"

Mandala 'HARMONIA'

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Harmonia



A ressonância de um coração batendo em prol do outro. O amor sendo entendido nas suas facetas mais sublimes e ordinárias. A sensação transcendente de amar aquele ser antes de tê-lo visto pela primeira vez. A razão de encontrar o Deus em todas as coisas. O silêncio do debaixo d’água. A poesia discreta da construção de uma teia de aranha e a canção suave de um único rouxinol adorando a chuva. O bailar sereno das nuvens que entrelaçam sombra e luz; o imperceptível, mas real espaço entre sombra e luz. A sutil luminosidade dos vaga-lumes em contraste com as noites de completa escuridão. O Ser humano gerando outro ser humano no seu ventre, nas suas vísceras e no seu coração. O parir desenfreado, doloroso e admirável da criação.


A infância de cirandas e pureza, árdua e sem destreza dos grandes pequeninos. O adulto firme e opaco, como árvores do sertão, por vezes fazendo travessuras, pinturas e doçuras, por outras, mistério e contemplação. O ancião costurando as suas veias furadas e o seu coração retalhado, cozendo um bordado da sua existência e preparando-se para voltar à gestação. As vozes das cantoras graves e grávidas destoando o ar. Os corpos das intérpretes intrépidas nos palcos frios de público quente. A lágrima adocicada do palhaço contente. A melodia primordial que dá vida aos outros cantos e que só o compositor tem ouvidos para ouvi-la. O barro bruto na matéria e a obra prima etérea do escultor desabrido. A passagem do atemporal e o invisível que há entre as coisas. A pirâmide da unidade e a completa doação da amizade. Os sonhos puros dos deuses e as suas terríveis premonições, mas que a beleza dos seus sentimentos ainda é capaz de sonhar; e que por vezes, são colocados nos corações dos homens. As harpas e tambores dos anjos na mesma canção de ninar e embalar. O incandescente nascer dos raios e o grito trêmulo dos trovões na mesma tempestade. O amarelo alaranjado do sol que nossos olhos não podem ver, mas que a alma pode sentir. E os tons de verdes da floresta mãe, que jorra oxigênio para todos prosseguir. O indígena e o oriental nos ensinando o milagre primordial. Tudo aqui, em perfeita sincronia. Em sublime e pungente harmonia.



Projeto ' MANDALA E A PALAVRA'.


Mandala de Simone Bichara – Texto de Daniella Paula Oliveira

Mandala RAINHA DA FLORESTA

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Rainha da Floresta

Manto verde que cobre as cabeças castradas e as vozes ocas
Que alimenta os lampejos necessários e come as ilusões destemidas
Aquela que acolhe em seus grandes seios a fraqueza humana e a grandiosidade divina.
Que fortifica as raízes e lambe as feridas dos pés calejados.

Mãe dos meus amados e daqueles que ignoro.
Não te oro não por não saber de vós, mas por não saber de nós.
Confusos em um mundo esquecido e temido
Só em teu colo somos unidos.

Mãe de todos os paridos
No seu bailar contundente que estremece a Terra
Somos levados à era doce do seu espírito frágil.
Maria verde e ágil, que não nos deixa sucumbir nos piores presságios.

Samaúma gigante que abraça e abarca nossos corações
Que costura nossas dores nas horas de aflições
Árvore de misticismos, mitos e consolações
É para o seu tronco de firmamento que entrego as minhas orações...

Mal oradas, mal ditas, mal caladas
Porém pulsadas de amor
Tal como a Mãe Verde, que não é Rainha por piedade
É majestade por lealdade.

Pois a Grande Deusa não abandona nenhum
Com o seu corpo tingido de urucum
Suas mãos abundantes de sementes
Suas lágrimas velozes como rios em correntes
Sua dança forte e ritmada nos pés e nas asas
Ela pari todos os dias, em todas as moradas
Com a sua menstruação de mulher bem amada
As graças adocicadas pelo o seu leite

Deleitem todos
É o que Ela pede.
- deleitem através da Mata, onde eu faço minha morada
- deleitem através da fé; deleitem através da poesia, da magia, da alegria.
Deleitem agora, através da mandala que também se curva e se cala, à Samaúma que balança, com a sua leve dança aos sons dos maracás, em uma grande seresta à Rainha da Floresta!


Arte: Mandala artística "Rainha da Floresta" de Simone Bichara - 98 cm de diâmetro - Técnica: Pintura sobre madeira reciclada. Tinta acrílica e nankin.
Texto Poético "Rainha da Floresta" de Daniella Paula Oliveira.
- do Projeto: A Mandala e a Palavra.

Encerramento da Exposição

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Salve, amig@s!


A Exposição Mandalas da Floresta foi desmontada hoje. A mostra, que ficou disponível para visitação do dia 03/03 a 17/03, foi de significativa expressão e repercussão, e o público foi unânime em reconhecê-la como uma arte de grande valor nacional, além de uma beleza original e relevante. Agradecemos a todos que direta ou indiretamente estiveram conosco, emanando o que há de melhor não só no reconhecimento artístico, mas no sentimento humano.

Fizemos uma seleção de artigos de jornais e reportagens online sobre a exposição para compartilhar no blog.

E em especial, gostaríamos de agradecer aos professores que levaram os seus alunos para vivenciarem a mostra - o que é realmente gratificante ao artista: a arte como fator reflexivo e transformador na sociedade.


Um forte abraço e o nosso muito obrigada!
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Artista acreana promove exposição Mandalas da Floresta no Sesc Centro
Escrito por Lane Valle - lanevalle@pagina20.com.br
24-Fev-2011
Inspirada nas cores e energias da floresta, Simone Bichara expõe sua arte a partir do dia 3 de março.
Foi do coração da floresta, no convívio com índios, seringueiros e ribeirinhos, que a artista Simone Bichara descobriu sua arte. Conectada com a natureza através das cores e das formas mágicas e curadores que emanam das matas, Bichara desenvolveu a arte de desenhar e pintar círculos, na técnica Mandaloterapia.
A Exposição Mandalas da Floresta e um conjunto, cuja obra, pintura e mosaico, têm como principio básicos os círculos terapêuticos e meditativos de origem oriental, denominados mandalas.

ARTISTA Simone Bichara atua também como terapeuta renascedora, reikiana e corporal
Embora sua arte se configure primordialmente nessas circunferências, o seu trabalho é uma disposição artística altamente brasileira. Permeada de kenes indígenas, de desenhos excêntricos da região amazônica e de peculiares tendências transversais a arte não só contemporânea, como espiritualista de todos os tempos.
A exposição Mandalas da Floresta será apresentada de 3 a 17 de março na galeria do Sesc Centro. Logo depois o trabalho da artista segue para Fortaleza, Recife, Curitiba e Cuiabá. A mostra conta atualmente com vinte e seis obras idealizadas em madeira reciclável, delineadas com caneta nankin e pintadas com tinta acrílica, de diversas formas e tamanhos.


Na Tribo
Escrito por Roberta Lima - coluna_roberta@hotmail.com
25-Fev-2011
Mandalas

Mais uma exposição Mandalas da Floresta acontece no próximo dia 3 de março, na galeria do Sesc Centro. A artista Simone Bichara – que expos duas vezes em Brasília e Teresópolis-, apresenta nesta temporada 36 obras que têm como principio básico os círculos terapêuticos e meditativos de origem oriental, denominados mandalas (palavra de origem sânscrita).

Simone Bichara: vernissage de suas obras Mandalas da Floresta no próximo dia 3 de março, na Galeria Sesc Centro


Fonte: http://pagina20.uol.com.br/index.phpoption=com_content&task=view&id=20345&Itemid=6

MANDALAS DA FLORESTA
Qui, 03 de Março de 2011 16:12 Vagno di Paula

Hoje (3), às 20 horas, na Galeria de Artes do Sesc Centro, acontecerá a exposição Mandalas da Floresta, seguida de um coquetel da artista plástica Simone Bichara.
** A artista, que conviveu com índios, seringueiros e ribeirinhos descobriu dentro da floresta as cores e as formas mágicas e curadoras que emanam das matas. E, assim, conectada com suas raízes, traz consigo a energia dos povos da floresta, principalmente dos índios com seus kenes coloridos, mágicos e sábios, traduzindo as variadas tipologias indígenas em sua arte.
** Simone atua, ainda, como terapeuta Renascedora, Reikiana e Corporal, alem de ser fundadora do Espaco Gaya-Aldeia do Ser. Algumas de suas obras foram vendidas a apreciadores da arte de diversos estados brasileiros, indo além das fronteiras, para países como Estados Unidos, Uruguai, França e Espanha. O vernissage irá até o dia 17 de março. Prestigie!

Fonte: http://www.agazeta.net/vida-e-estilo/circulando/1960-quinta-feira-03022011.html

EXPOSIÇÃO
Sociedade,Ter, 15 de Março de 2011 20:23 Helcinkia A.

A Floresta, com os seus cipós retorcidos e sagrados, suas raízes mais profundas que as digitais do tempo, seu cheiro de ambrósia e de verde lodo, sua terra escarlate de vida, e com o seu oxigênio tão puro e místico quanto à própria existência... adentrou às Mandalas de Simone Bichara. E mais uma vez, coloriu a íris dos olhos de que foi conferir a abertura da exposição “Madalas das Florestas”, completa de sons, odores, sabores e cores da Amazônia, que poderá ser visitada até esta quinta-feira (17), no SESC Centro – Rio Branco. Confira as fotos do vernissage:

Fonte:
http://www.agazeta.net/vida-e-estilo/sociedade/2095-sociedade-14-de-marco-de-2011.html

Fotos Exposição Mandalas da Floresta - 03/03/2011 Rio Branco/AC

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Lembrando que a mostra segue até o dia 17/03/2011 - no SESC - Centro


Rio Branco/AC

EXPOSIÇÃO Mandalas da Floresta

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A Floresta, com os seus cipós retorcidos e sagrados, suas raízes mais profundas que as digitais do tempo, seu cheiro de ambrósia e de verde lodo, sua terra escarlate de vida, e com o seu oxigênio tão puro e místico quanto à própria existência... Adentrou as Mandalas de Simone Bichara. E mais uma vez, vem colorir a íris de nossos olhos. Uma exposição completa de sons, odores, sabores e cores da Floresta...
Vivencie!
A produtora.

Vernissage dia 03/03/2011 - às 20h -com coquetel.
Exposição MANDALAS DA FLORESTA, no SESC Centro - Rio Branco/AC -
de 03 a 17/03/2011


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